segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Muita luz a todos em 2011


Luz para iluminar as boas ideias.
Luz para clarear os caminhos, na busca de um mundo mais justo, mais honesto...
Luz para continuar direcionando aqueles que possuem desejos do bem comum a estarem juntos para fazer com que cresça o número de pessoas felizes no nosso planeta. Afinal, ser feliz não pode ser exceção.
Luz para atrair a todos no intuito de se dar mais importância à convivência harmônica, ao conhecimento em favor da vida e do amor.
A todos muita luz!!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Dia do Professor


O tsuru (grou) é uma ave sagrada para o povo japonês, sendo o símbolo de paz, longevidade e boa sorte. No Brasil é conhecida como garça-da-sorte. Desta maneira, esta ave simboliza o sentimento para que você encontre na sua profissão a paz para trazer a boa sorte na formação de nossas crianças e elas possam viver o suficiente para reproduzir o seu ensinamento na construção de um mundo melhor, afinal você é a ave sagrada que deve levar o conhecimento necessário para que essas crianças encontrem o seu caminho. Que este dia seja, além da comemoração, um momento de alegria em escolher uma profissão tão nobre.

Gilberto Seno

O texto foi produzido por um professor muito especial na minha vida, meu marido. Professor que muito me ensinou, que muito eu amo e admiro. Dos meus 22 anos de profissão, 20 foram ao seu lado, sempre aprendendo o quanto é bom ter alguém com quem trocar, com quem crescer, experimentar e construir. Amar e aprender sempre.

domingo, 26 de setembro de 2010

Um encontro elaborado com muito carinho

No dia 25 de setembro foi realizada a minha primeira Reunião Pedagógica na EMEI Ovídio Decroly, escola de educação infantil no Itaim Paulista, em São Paulo. O encontro foi elaborado com muito carinho, com intuito de se ressaltar a importância dos valores humanos e a ideia de se destacar a importância que cada um tem no processo educativo e a influência que todos exercem nas vivências das crianças dentro da escola. No primeiro momento todos os funcionários da escola assistiram o seguinte:
Depois distribui alguns cartões com valores escritos e mensagens sobre eles. Pedi para que alguns comentassem o que pegou. Tais cartões foram elaborados a partir de mensagens retiradas do site www.pensapositivo.com.br Exemplos:

AMOR
"O amor que se dá enriquece infinitamente mais que o amor que se recebe."
(A. Borçóis - Macé)

VIDA
Só há duas maneiras de viver a vida: A primeira é vivê-la como se os milagres não existissem;
A segunda é vivê-la como se tudo fosse um milagre.”
(Albert Einstein)

Em seguida, analisaram, uma a uma, algumas questões. São elas:
1. Valores que fazem lembrar experiências de infância.
2. Valores que as pessoas enxergam em você.
3. Valor que pretende alcançar no futuro.
4. Uma pessoa que influenciou positivamente.
5. Qualidade que essa pessoa tinha que te influenciou.
6. Se todas as pessoas do mundo tivessem essas qualidades o mundo seria diferente?
7. Situações de sua vida de alegria.
8. Quando se pensa educação, como tem que ser o ambiente?
Tais questões foram retiradas de um curso sobre valores humanos, realizado pela Universidade Bhrama Kumaris, Valores humanos na Educação. Alguns dos participantes fizeram comentários. A segunda questão, foi planejada para que cada um refletisse sobre suas próprias qualidades, no entanto, após alguém colocar que é difícil as pessoas encontrarem qualidades no outro, pedi para que cada um falasse uma qualidade do colega sentado à sua esquerda. Foi muito bom.
Depois foi apresentado um PowerPoint construído com base nas pesquisas do físico Masaru Emoto, o qual demonstra a influência das palavras e ações negativas em cristais de água. Tal conteúdo foi colocado com a intenção de fazer com que as pessoas reflitam sobre a urgência de se privilegiar situações positivas, tanto para o seu bem como para o bem do próximo. Disponível no site: www.serrano.neves.nom.br/dowloads/Cristaisdeagua.ppt
No segundo momento, orientei os professores sobre a organização do trabalho pedagógico para os meses de outubro, novembro e dezembro deste ano, com base nas Orientações Curriculares para a Educação Infantil analisando as expectativas e as orientações didáticas, além das orientações étnico-raciais. Após as explicações os professores se organizaram para planejar as ações dos meses citados. E assim foi. Espero realmente que o grupo tenha gostado.


segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Sarau Begbie, uma despedida da sala de aula




Em 18 de agosto deste ano foi meu último dia como professora da EMEF Antonia e Artur Begbie, escola da rede municipal de São Paulo. Nessa data foi fechado um ciclo de 22 anos, de sala de aula, pois assumi um cargo de coordenador pedagógico em uma EMEI (escola municipal de educação infantil). Já estive na coordenação pedagógica em outros momentos, que somados, resultam uns 7 anos mais ou menos, mas nunca tinha deixado de lecionar. Fazia as duas coisas concomitantemente. Nos três primeiros meses do ano estive na coordenação da escola onde lecionava, mas não me senti longe da sala de aula, pois procurava meios para estar com meus anjinhos, seja inventando uma reunião com monitores de sala, indo na sala conversar com eles e mesmo a correria da escola não me permitia pensar sobre ficar fora da sala de aula.


Pois é, mas esse dia chegou. Sinto falta dos meus anjinhos adolescentes, teimosos e agitados, que acham que seus interesses têm que ser resolvidos imediatamente, pois sempre têm a sensação de que o mundo vai acabar. Anjinhos maravilhosos, criativos, sensíveis e que não imaginam o grande potencial que têm.


Potencial esse que é demonstrado pelas coisas lindas que podem fazer, seja uma simples mensagem na lousa ou apresentações muito bem elaboradas.


E assim, meu último dia nessa escola me foi presenteado com um sarau, que já havia planejado com eles e com a professora da sala de leitura, Cristina Fernandes, antes de saber que seria chamada e que assumiria o cargo de coordenadora, num processo muito rápido, entre publicação em diário oficial para escolha de vaga e nomeação.
Eis o resultado:



AMO MUITO TODOS ESSES ANJINHOS!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

A influência das datas comemorativas para se levantar reflexões - Dia dos Pais


As datas comemorativas têm o objetivo de nos induzir às reflexões ou nos induzir às compras? Para uns pode pesar a primeira opção, para outros a segunda e, talvez para muitos, contam-se as duas. Assim, os dias que as antecedem fazem com que hajam paradas para se pensar sobre determinados valores, sejam materiais, morais ou sentimentais.
Hoje aquela que nos faz parar é o Dia dos Pais. Minha filha mais nova, toda orgulhosa de seu pai, faz questão de pegar das suas economias o valor que a escola pediu para preparar a surpresa. Agora já tem um blog, e não podia deixar de postar uma mensagem para ele (http://harumiseno.blogspot.com/). Ensaios e apresentação aconteceram durante a semana. Aquela vozinha maravilhosa, parece única, apesar de estar no meio de muitas outras crianças. As mais velhas questionam a mãe sobre como o agradarão. Pensam sobre o que devem comprar, quando na realidade o valor mais importante é demonstrar ou reforçar o amor grande que se tem por essa pessoa, a importância que ela tem nas suas decisões, o sentir-se próximo. O entendimento que às vezes a distância é resultado do conflito de interesses causados pela idade ou gênero, mas não pela falta de afeto.
O essencial mesmo é ter consciência que o tempo passa rápido demais, e muitas vezes os caminhos que cada um toma, faz com que ocorra a distância física, mas esta pode ser superada quando os alicerces construídos através do amor, da cumplicidade, do respeito mútuo tornam-se fortes e indestrutíveis.
Eu tenho o privilégio de fazer parte de uma família assim. E amo muito o pai das minhas filhas, que com o seu jeitinho abre espaço para que elas entendam que seja lá o caminho que cada uma tomar, os valores plantados continuarão florescendo, como já florescem.







sexta-feira, 16 de julho de 2010

Palavras - como se encaixam a nosso favor

Palavras... Como viver sem elas? Impossível!!
Apesar de muitas vezes o silêncio predominar quando passamos uma mensagem a alguém através de um gesto, de um olhar, as palavras estão no pensamento. O som pronunciando-as pode até inexistir, mas a palavra está ali, escondidinha, mas forte.
Pedimos, interferimos, consolamos, convencemos, declaramos... Tudo isso através das palavras, sejam ditas ou não. Desse modo, como repelir aquilo que faz parte de nós?
Ouvi várias vezes a seguinte frase: Você é tão legal. Por que não escolheu ser professora de outra coisa? Justo de Língua portuguesa? Pois é... É uma pena que a transformaram num bicho papão da escola.
Tento passar aos meus alunos que a linguagem e o que dominamos dela é a maneira como abrimos caminho para todas as situações de nossas vidas. Como um mecânico que deve saber o nome das peças, para que servem e como elas se dispõem para que um carro possa nos servir. Saber dirigir, então, é bem legal. O começo é difícil, deixamos o carro morrer, ficamos rezando para que na hora de estacionar apareça uma vaga bem longe de outros carros. Mudar a marcha, pisar no pedal correto e ainda olhar o trânsito a sua volta?! Não... é muita coisa!! No entanto, todas essas ações tornam-se simples quando nos determinamos a fazer. O prazer de pegar um carro, de não depender de outras pessoas, ser livre... Visualizar tais conquistas, entre outras, nos faz vencer barreiras, dificuldades, CONSEGUIR, e ser muito bom naquilo que faz. O conjunto de letras que está disponível e o modo como se colocam também está aí para nos facilitar a vida.
Claro que para termos as facilidades precisamos conhecer, estudar, praticar, mas antes de tudo, AMAR.
A primeira medida é não se fechar, não colocar barreiras como aquela contida na velha frase: "Não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe". Abrir-se para conhecer, achar qualidades que estabeleçam a simpatia. Querer estar junto: um livro, uma revista, um jornal, um gibi são ótimos companheiros que nos faz ficar muito íntimos das queridas palavras.
A partir do momento que a intimidade surge, a imagem muda, o desejo e o prazer de estar com elas aumenta. O resultado de tudo isso com certeza é muito gratificante. Experimentar não custa nada, e descobrir como as palavras se encaixam ao nosso favor é extraordinário.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Pais, "bobos não, talvez ingênuos"

"Os pais não são bobos, talvez um pouco ingênuos". A frase foi pronunciada por uma coordenadora pedagógica, na escola onde minha filha estuda, provavelmente, para justificar um possível julgamento dos pais diante da sua postura disciplinar, depois de um comportamento considerado inconveniente dos alunos do 1 º ano do Ensino Médio, incitados a cantar um Parabéns a você a uma colega aniversariante, interrompendo as explicações do professor.

O profissional, como líder destituído, achou conveniente buscar ajuda da coordenação, a qual usou a frase ao decidir que o grupo de alunos deveria ficar sem as explicações do conteúdo daquela aula e da próxima. No mesmo instante ordenou que fossem passadas perguntas, em forma de prova sobre o assunto não explicado e os alunos foram ameaçados de punição maior, caso faltassem na próxima aula desse professor, na qual deveriam ser escolhidos representantes para expor a aula perdida. Aliás, fica a dúvida se somente foi essa a única aula perdida, pois são constantes os problemas de disciplina nas aulas desse professor.

Ao analisar a medida, fica a questão: Será que é uma boa ideia fazer com que nossos adolescentes transformem-se em autodidatas e adquiram o conhecimento necessário através dos seus esforços individuais? Sairia bem mais em conta. O dinheiro investido em profissionais considerados gabaritados poderia ser aplicado em outros benefícios, muitas vezes deixado de lado por considerar a educação como um bem primordial.

Nesse ponto, retomo a frase e começo a concordar com a ingenuidade. Realmente nós, pais, somos muito ingênuos ao acreditar na qualidade da escola que escolhemos para nossos filhos, somos ingênuos em acreditar que o amor pela educação demonstrado pelo diretor, proprietário da escola, pode contagiar seus profissionais a tal ponto de buscar a excelência propagada aos quatro cantos, alicerçada pelos 30 anos de existência num bairro da zona leste de São Paulo.

Somos ingênuos quando acreditamos que as escolhas que nós fazemos para nossas crianças são as melhores, dentro das nossas possibilidades. Somos ingênuos quando buscamos numa escola particular aquilo que não encontramos nas escolas as quais trabalhamos: segurança (a qual também não se tem mais, pois até bomba já foi jogada por alunos inconsequentes), salas amplas, arejadas e com poucos alunos, alta tecnologia, laboratórios modernos (no plural!!), profissionais que não necessitam fazer greve etc.

E parece que do mesmo modo que acontece aos nossos adolescentes que vão perdendo a ingenuidade, nós pais, ficamos extremamente perdidos sobre qual caminho tomar quando a visão que temos já não é mais tão ingênua.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Nascemos para ser felizes


Hoje, 29 de abril de 2010, completo 44 anos de idade, e é muito bom parar e lembrar os anos que se passaram. Muita história já se passou, muita gente participou dela. Cada uma no seu papel, seja numa passagem rápida ou não, mas todos foram muito importantes nessa grande escola da vida.
Nessa escola maravilhosa aprendi, que seja qual for o caminho escolhido, ele sempre será o resultado das nossas atitudes. Aprendi e espero que as minhas filhas e os meus alunos também aprendam.
Isto porque é compensador colocar a cabeça no travesseiro e dormir tranquila, sabendo que por mais que tenha sido difícil o dia, que por mais que as coisas no nosso mundo estejam muito complicadas, o caminho seguido foi o de cumprir as responsabilidades e não fazer com as outras pessoas aquilo que não quero para mim.
Numa conferência sobre educação, na qual participei no ano passado, uma pessoa disse que não devemos buscar culpados, mas sim cumprir o nosso papel. Isso vale tanto para a vida profissional como para a vida pessoal. Cumprir nossas responsabilidades.
Muitos dão a desculpa de que está tudo errado e acaba entrando no círculo vicioso. Um grande erro.
Nascemos para ser felizes e não se pode ir contra a natureza.
Um grande abraço cheio de energia a todos e seja feliz!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Anjinhos que alçam voo

Neste mês faço 22 anos de magistério (22/04) e já comecei a ganhar presente. E há melhor presente do que ver os anjinhos que temos na escola seguir seus caminhos longe das nossas asas e ainda se inspirar no trabalho que foi realizado na sala de aula? Para mim, não.
Recebi de uma querida aluna, que passou numa universidade pública, Unifesp, a seguinte declaração, a qual me emocionou bastante. E, com sua permissão, torno pública:


Como dizia o poeta, "Aos Mestres com Carinho"


E eu me vejo sentada em uma carteira de universidade me formando para ser o que vocês já são: Professores.
Todos vocês tem de algum modo uma parcela de culpa de tudo o que está acontecendo comigo agora, tanto por estar em uma universidade pública, quanto por estar cursando pedagogia, sim, escolhi pedagogia, escolhi poder experimentar um dia o que é ser como vocês e saber qual é a sensação de estar na frente de todos com a responsabilidade de, conduzir, levar, ensinar muito, a muitos.
Quem sabe agora eu consiga compreendê-los melhor, consiga entendê-los e rir de tudo o que já fiz vocês passarem e que já passamos juntos, e como uma “vingança” do destino, eu vá passar com os meus futuros alunos também =D,e toda vez que eu me lembrar, um sorriso em meu rosto surgirá.
Alguns de vocês sabem que eu gosto muito de escrever, mas nenhum de vocês podem sequer imaginar o prazer que sinto em escrever para vocês, tenho guardada em meu peito uma eterna gratidão que só poderá ser paga quando eu puder passar tudo que eu aprendi, cada lição para os meus futuros alunos, formando assim o ciclo da educação, onde quem aprendeu, um dia vai ensinar e assim por diante.
Por final deixo mais uma vez o agradecimento!Obrigada
Que Deus ilumine a vida de cada um de vocês, e todos vocês sempre terão um lugar guardado dentro do meu coração


Jaqueline Alves Magalhães Venâncio

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Tecla enter: problema ou solução?


A partir da adolescência, adquiri o hábito de registrar o que se passava comigo durante o dia. Na hora em que meus pais e irmãos iam dormir, sentava na cama e pegava um caderno brochura, designado para ser o meu diário. Lá escrevia sobre os meus sentimentos de menina-moça, sobre o que acontecia na escola, em casa e sobre a minha visão de mundo, um tanto limitada. Por vezes lia os registros e me criticava por escrever tanta bobagem. Rasgava as folhas.
Um pouco mais velha me sentia às vezes lesada por algum produto sem qualidade ou ainda com saudades de um amigo ou amiga que foi morar longe, escrevia uma carta, mas na maioria das vezes ela ficava guardada no meio do caderno e tão defasadas acabavam rasgadas e indo para o lixo. Eu não tinha telefone em casa.
Sempre o que era escrito obedecia aquele ímpeto do momento e depois que passava aquele sentimento forte que levava a por a mão na caneta, o material escrito era relido e censurado.
Hoje com o advento da internet e a "bendita" tecla enter vejo-me por em risco a censura mais apurada, e tenho visto algumas vezes o dedo, obediente à emoção, ser mais rápido do que a razão. E quando se observa, muitas pessoas já leram aquele pensamento que num lance se espalhou. Algumas vezes espalham-se como areia que cai nos olhos, outras como pétalas de flores. Ainda bem que a grande maioria entra na segunda situação. Afinal, ainda sou adepta à frase: Não faça com o outro aquilo que não quer para você.
E assim, o dilema de tornar a tecla enter como problema ou solução chego à seguinte ideia: parece-me que ela pode criar alguns problemas momentâneos pela dificuldade de algumas pessoas se verem criticadas. Mesmo que a crítica seja com intenção de se construir algo bom. Ela passa a ser solução pelo fato de fazer com que as pessoas se aproximem. Indivíduos que normalmente não trocariam tantos conhecimentos, valores, ideias... hoje trocam, compartilham, se aproximam, mesmo que virtualmente.
E como é bom se aproximar de pessoas, compartilhar, aprender...

domingo, 21 de março de 2010

ACREDITAR


Parece-me que se tornou banal a incredulidade, a desconfiança de que aquele que pronuncia, seja lá o que for, talvez possa estar faltando com a verdade. Entretanto, ainda prefiro ACREDITAR. Preciso acreditar naquelas pessoas que me trazem esperanças de um mundo melhor, preciso acreditar naquele adolescente que me diz consciente de seu comportamento negativo e quer melhorar.
É triste olhar no rosto de alguém e observar que "seu nariz cresce" ao afirmar o que fez ou deixou de fazer algo, principalmente aquela mãe que vem na escola ao meu pedido, para que possamos ser cúmplices no crescimento positivo de seu filho, e me diz que já fez tudo o que podia. Porém, penso que aquele que faz uso indevido das santas palavras em vão é uma pessoa doente, que necessita de ajuda, e se ela aparece tudo pode se acertar.
ACREDITAR, saber que podemos, através de nossas atitudes, fazer com que aqueles que nos rodeiam tenham percepção de que cada um é responsável pelo mundo em que vive e as reclamações vazias, sem uma postura ativa, não leva a lugar algum . É nesse momento que sinto necessidade de me reportar a um doutor em educação que nos cura a alma, ao pronunciar o seguinte:

Não sou cego e nem tampouco alienado do mundo. Sei que há guerras, epidemias, violência, corrupção, tráfico de drogas, meninos de rua e tantas outras injustiças lá fora, mas apesar disso, acredito e luto para que a vida seja melhor. Com a educação, creio podermos esclarecer os alunos, dar-lhes não apenas conteúdos, mas humanidade, compromisso, engajamento e disposição para lutar por mais dignidade, justiça, ética e cidadania. Que possam sair da escola preparados para a vida, o trabalho e tudo o mais, e para que, principalmente saiam mais solidários e fraternos, pensando no próximo como num irmão e não apenas em si mesmos. http://www.escolhendoapilulavermelha.com.br/

O doutor em educação, João Luís de Almeida Machado, me deixa imensamente feliz, pois tira um peso enorme que me fazia pensar que tais ideias me colocavam no rol da ingenuidade.
Um abraço cheio de energia a todos.

domingo, 14 de março de 2010

14 de março - Dia da Poesia

Vemos nesse dia , 14 de março, várias pessoas prestando homenagens aos nossos poetas, alguns já consagrados, outros nem tanto. Nada mais justo, pois com certeza eles influenciaram nossos anjinhos (alunos) que possuem o hábito da leitura.
Desse modo, vejo também a importância de homenagear aqueles que criam espaços para que a PALAVRA seja dita. Pode ser nas discussões construtivas, nas leituras e interpretações diversas, como também na forma de textos produzidos por esses anjinhos maravilhosos que temos.
Em especial hoje peço licença para Oneida, professora de Língua Portuguesa e Cristina Fernandes, professora da sala de leitura, da EMEF Antonia e Artur Begbie e, principalmente aos nossos autores anônimos e em construção, que têm suas obras muitas vezes restritas às folhas que entregam às professoras.
Os primeiros poemas ora apresentados foram criados em novembro do ano passado a partir do trabalho realizado na sala de leitura sobre literatura de cordel. Em sequência, vem os textos poéticos criados a partir das discussões entre a professora citada de Língua Portuguesa e os alunos, transformados num painel no dia 8 de março, Dia da mulher.

Literatura de cordel

Talita

Essa é uma história
Que eu vim para contar
De uma menina muito bonita
Que vivia a sonhar

Não tinha trajes a rigor
Mais parecia uma flor
Pobre menina, seus pais se drogavam
E muita fome eles passavam

Como era muito bela
Seu corpo resolveu vender
Para que dinheiro fácil
Eles pudessem ter

Um dia quando andava na rua
Um casal a avistou
Elogiaram muito a ela
E para outro pais a chamou

Disseram que iam levá-la
Para trabalhar como modelo
Mas o que ela não sabia
É que logo viria o pesadelo.

Quando chegou lá
Começaram a mandar
Levaram-na para a boate
E seu corpo a fez mostrar

Colocaram-na na calçada
Para clientela chamar
E em frente a boate
Ela começou a dançar

De dia, quando estava dançando
Uma senhora elegante passou
Como estava quase sem roupa
Muito envergonhada ficou

No outro dia a senhora passou
Disse: “És tão bela como uma flor,
Então, por que se prostitui, meu amor?
Com vergonha ela ficou, e uma lágrima de seus olhos rolou.

Quando estava prestes a falar
O casal a viu e começou a brigar
E a senhora logo percebeu
Que ela não tinha permissão para conversar.

No outro dia lá estava a garota
Com manchas roxas no corpo
E quando a senhora foi tentar conversar
Ela fugiu para de novo não apanhar.

A senhora ficou imaginando
Como elas poderiam se comunicar
Decidiu então escrever uma carta
E no outro dia levou para entregar

A garota escondeu a carta
E leu dentro do banheiro
Estava escrito um endereço
E para ela fugir meio dia e meia.

Como era muito esperta
Escreveu o endereço em outro papel
Mostrou para o casal dizendo
Que ia encontrar com um homem no motel.

O casal de nada desconfiou
E felizes a deixaram ir
Meio dia e meia estava chegando
E ela pronta para do inferno sair.

O endereço logo encontrou
Era uma casa muito bonita
A senhora ficou feliz ao ver
A pobre menina que se chamava Talita

A Talita contou sua história
E a senhora começou a chorar
Depois deu uma passagem a ela
Par ao seu país de origem voltar.

Tudo deu certo quando chegou lá,
Encontrou seus pais que pararam de se drogar.
Tinham arranjado um trabalho
E uma boa casa para morar.

Tudo ficou bom por um tempo
Mas a garota começou a sofrer,
Pois descobriu que tinha Aids
E logo depois veio a morrer.

A moral dessa história
É que não devemos em todos confiar
Você pode achar que querem o seu bem,
Mas por trás dele o perigo pode estar.

8ª série A
Carine, Carol, Fabíola, Gisele, Mery Helen, Thaís


Hitler

É uma história de terror
Que agora vou te contar
É sobre um “cara” mau
Que adorava matar.

Por saber inventar bem
O seu público conquistou,
Fez campos de concentração
E para lá os judeus levou.

Lá eles sofreram muito.
Hitler fazia as experiências
Como jogá-los no fogo
E ver o tempo de resistência.

Ele queria um mundo perfeito
Sem judeus, deficientes e negros,
Por isso matava milhões deles
Sem ter dó, respeito e nem medo.

Matava pessoas inocentes
Que nunca fizeram nenhum mal
E a platéia aplaudindo
E o achando o maioral.

Ele pensava que só os alemães
Deveriam viver,
Por isso matava os outros
Só para sentir o poder.

Mas isso logo acabou
E Hitler veio a morrer
Com todos no seu pé
Era bem difícil vencer.

Nosso cordel termina aqui,
Mas a luta ainda não acabou,
Pois terá pena de morte
A todos que um dia matou.

8ª série A
Marcela B. Matos e Vinícius S. da Silva

A mulher

Mulher há muita.
Você encontra em qualquer lugar,
Em cada esquina uma,
Mas nem toda pode levar...

Tem aquela faxineira,
Engenheira,
Arquiteta,
Cada qual com seu emprego.
Ah! E tem também a mulher do lar!

Tem mulher mãe,
Tem mulher tia, vovó,
Tem aquela sua vizinha,
Que já está bem velhinha,
E que não gosta de ficar só.

Pronto, consegui falar um pouquinho
Sobre a mulher.
Pena que para conseguir seu lugarzinho,
Muitas num inocêndio morreram!
Wesley 7ª E

Mulher
Mulher algo belo e sublime,
Coisa linda de se ver,
Mulher vai pra fora e luta,
Por seu objetivos,
Que vai em busca do que se quer ter.

Mulher trabalhadora,
Mulher querreira,
Mulher educada,
Mulher conquistadora
Simplesmente mulher

Mulher que tem garra
Que luta para ser valorizada.

Mulher é força,
Felicidade, agilidade.
É alegria de viver.

Mulher em uma palavra:
CAPACIDADE.
Parabéns Mulher!!!
Izabela 7ªB


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Uma aula dada por um tatu


Passei o carnaval no sítio de uma família muito querida, e entre várias situações que se transformaram em aula, como o privilégio de saborear uma fruta muito gostosa, a qual não conhecia, pude perceber a aula que um tatu pode dar às pessoas.
Pois é! Aprendi que um tatu não pega o alimento que já foi desenterrado e está fácil, a sua disposição. No sítio há uma plantação de mandiocas e aquelas que já haviam sido colhidas e estavam dispostas no chão o tatu não pegou.
Trabalhar para conseguir o seu alimento. Não pegar aquilo que o outro trabalhou para conseguir.
A mídia nos faz sentir como é urgente que muitos daqueles que são os responsáveis por zelar pelas regras básicas de convivência em sociedade, necessitam ter aulas com o tatu.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Sorrir sempre

Não sei bem se vivo repetindo aos quatro cantos sobre o número de anos que trabalho como professora (21 anos e 10 meses) porque não me conformo quanto a rapidez do tempo, ou se é porque me marcou bastante a aventura de procurar emprego no início da minha carreira. Ao fazer inscrição pela primeira vez nas antigas Delegacias de Ensino do Estado de São Paulo, tive que encarar meu zero ponto, final da fila. Resolvi trabalhar em outra coisa, não sabia o que, mas queria trabalhar. Afinal a família não podia manter minha faculdade.
Aos domingos meu pai comprava jornal e eu anotava endereços e mais endereços que vinham publicados nos classificados. Saía com o guia de ruas na bolsa, pois não conhecia absolutamente nada do centro de São Paulo. A frase interrogativa torturava: "Você tem experiência?"
Depois de uma lista interminável de endereços e frases "Qualquer coisa eu te ligo" entrei numa clínica e escola de estética, na qual precisava de uma recepcionista que soubesse datilografar (Não sabia muito bem), organizasse as fichas (o curso na faculdade ao qual eu havia me matriculado, Letras, me dava um pontinho) e deveria receber com simpatia aqueles que procuravam o local.
O terceiro item foi o que mais chamou a atenção da proprietária, ao entrevistar as diversas moças que ali pleiteavam uma vaga, segundo suas próprias palavras. Consegui meu primeiro emprego!!!
Esse adjetivo sempre me foi atribuído, mas só fiquei pensando sobre ele no final da semana que passou, ao ouvir a observação de um colega de trabalho, o qual disse que eu não deveria sorrir demais para os alunos, pois a partir disso não conseguiria manter a disciplina.
Pensei na observação e não consigo deixar de imaginar que ela é muito triste, pois dá a impressão que devemos estar armados sempre contra um suposto comportamento negativo, que muitas vezes aparece diante de nós justamente por mostrarmos em nossas faces o que esperamos do outro que está a nossa frente. Aliás, eu sempre me comporto esperando que o outro se comporte exatamente como eu: com simpatia.
Acredito que tal comportamento é uma obrigação e não uma qualidade que você tem ou não tem. Não saberia ser diferente, e acho que durante todos esses anos que lido com pessoas, posso afirmar com segurança que muitas vezes um simples sorriso desarma aquele que está diante de você. Alguns são mais duros, pois as armas fazem parte dos valores que criaram raízes no decorrer de suas vidas.
Eu ainda prefiro repetir o que sempre falo para as minhas filhas e alunos: "Somente faça com o outro aquilo que gostaria que o outro fizesse com você."
Sorrir sempre!!




sábado, 9 de janeiro de 2010

Aprender sempre

Inspirada no post de Patrícia Mendonça, http://deamaliaazeppelin.blogspot.com/2010/01/
comecemos-em-2010-cultura-ii.html comecei a pensar no dia-a dia com as minhas filhas, no que se refere à aprendizagem. Faz parte da nossa rotina transformar diversos momentos em verdadeiras aulas práticas. Tais momentos vão desde um bichinho que aparece no jardim e meu marido explica que ele é inofensivo e faz com que as meninas percam o medo, ou ainda deixar a lagartixa passear pela casa e sair pela janela ilesa, porque ela ajuda a exterminar alguns insetos. O lixo em casa é separado, limpo e reservado para que seja recolhido por pessoas que vendem esse material. Uma receita na cozinha, uma indicação de livro que chama a atenção de uma delas, por causa da leitura da revista que estava no banheiro.
Nos passeios, as paisagens chamam atenção: Que lindo arco-íris! Por que ele aparece? Que flor é essa? Essa propaganda não está escrita errada? Quais cidades ficam próximas da que vamos ficar? Esse restaurante tem as portas tão altas? De que época é? As pessoas não deveriam jogar lixo perto da cachoeira! Pois é... E assim vai...
E como é bom trocar com nossas crianças, como é bom não se isolar no mar de problemas que o adulto cria, com a perspectiva de dar um futuro melhor para a sua prole. Mas sim pensar no que podemos contribuir no presente. Muitas das perguntas são difíceis de responder e aí vem outra questão: a importância de se revelar que nós não sabemos tudo, e é muito bom aprendermos juntos.