sábado, 15 de setembro de 2012

Eleições 2012


Pensei muito, mas muito mesmo sobre escrever este post, pois sei que a polêmica é grande quando se fala na postura de quem está comandando a cidade ou quem pretende comandar, ou ainda quem está envolvido na administração. E pensando justamente nessas pessoas que estão envolvidas nessa administração, ou melhor, numa pessoa em especial, Alexandre Schneider é que me animou a colocar meu ponto de vista sobre qual caminho tomar nessas eleições. 
E para começar faço um paralelo entre uma gestão de um espaço micro (uma escola, com 200 ou 500 crianças, mais ou menos) e um espaço macro (nossa cidade, São Paulo, com mais de 10 milhões de habitantes).
Uma escola onde se tem uma gestão experiente, um foco, um espaço pequeno e um número reduzido de pessoas, as quais participam democraticamente. Um paraíso para se gerir. São poucas as preocupações, como por exemplo: administrar os recursos humanos e  financeiros, prestar contas desses, preocupar-se com o atendimento das necessidades daqueles que compõem o espaço e do próprio espaço, preocupar-se com a violência e soluções para exterminá-la, traçar e alcançar os objetivos que são estudados pelos membros desta instituição  e mais um pouquinho. Pois é, apesar de um espaço lindo e pequeno não é o paraíso. Existem problemas relacionados a todos os itens citados. Alguns resolvidos facilmente, outros são estudados, conversados, planejadas estratégias, mas ainda persisitem. Poucas preocupações? Competência e honestidade, qualidades importantíssimas para a realização de diferentes conquistas, mas não suficientes para se evitar julgamentos de que fariam melhor se estivessem no lugar. A velha história de ser pedra ou vidraça.
Eu já me vi na condição de pedra quando estava na sala de aula e achava que alguns caminhos escolhidos pela direção e coordenação poderiam ser diferentes, que alguns problemas poderiam ser solucionados com mais facilidade. No entanto, hoje, como coordenadora pedagógica, vejo que as coisas não são tão fáceis assim, mas que devemos potencializar as diversas coisas boas que acontecem todos os dias, investir no compromisso de cada um e ter foco.
Pensar em se administrar a cidade de São Paulo talvez seja pensar numa escola milhões de vezes maior. Será que a solução para diferentes problemas é descartar ou aperfeiçoar? É se pensar em erros cometidos e tentar acertar, ou simplesmente desistir e começar do zero?  Qual a nossa postura diante dos planos para o nosso município? Arriscar ou colaborar para que o caminho que estamos percorrendo dê certo? 
Podemos observar que o Serra, enquanto administrador errou muitas vezes, mas também acertou muitas vezes. Um dos acertos foi escolher Schneider como cúmplice de suas ações, pois tenho segurança de que ele vai influenciar, e muito as decisões que serão tomadas daqui por diante para a nossa cidade.
Desse modo, colocar minha opinião de forma tão aberta veio do sentimento que não cabe mais em mim de se passar tantos anos sem poder ter uma figura que passa tanta confiança, como nosso ex- Secretário Municipal de Educação de São Paulo me passa hoje, o qual, como vice-prefeito, acredito que  pode fazer a diferença.
Boa sorte para nós.


sexta-feira, 6 de abril de 2012

As limitações estão no corpo ou na alma?

video

Cresci em meio a uma lista de "nãos": não pode tomar leite com manga que dá dor de barriga, não pode comer em frente ao espelho, que entorta a boca, não pode tomar banho depois das refeições, não pode ficar descalça, não pode sair ou namorar, porque é muito jovem, não pode... etc. Mas entre esses e outros, não pode trabalhar porque é mulher... Só pode ser professora...\o/
Como fui sempre muito obediente, também obedeci.
E assim me embrenhei nessa aventura fascinante. E aprendendo a ensinar, aprendi a ser aluna e a transgredir as regras que listei. E aprendi, não somente dentro das quatro paredes de uma sala, mas sim com as pessoas que convivi um dia ou ainda convivo. Aprendi sobre os limites que nos impomos e muitas vezes colocamos para os outros, seja por medo, por ignorância, por inexperiência. E talvez possamos listar muitos outros motivos que nos fazem construir muros que nos impossibilitam de ver até onde podemos chegar e permitir ou proporcionar meios para que os outros cheguem. Assim, podemos afirmar que os limites não estão no corpo, mas sim na alma.
Ou pode-se dizer que o corpo tenha diferentes limitações, mas quando descobrimos que elas servem como aliadas para nos propiciar outros desafios, que talvez não teríamos coragem de nos impor se não fossem justamente algumas restrições que vão aparecendo em nossas vidas de maneira brusca.
Tomei a liberdade de utilizar o vídeo acima justamente para exemplificar a superação dos tantos "nãos" que nos são colocados justamente para aprendermos  a transformá-los em "sim".




Páscoa - Ressurreição


Independente da religião em que nos encontramos e nos identificamos, devemos refletir sobre o significado da palavra Ressurreição, a qual entre outros aparece como vida nova, renovação.
Pensemos, então, sobre como é necessário constantemente nos renovarmos, repensar nossas atitudes, analisar o que está dando certo em nossas vidas, seja pessoal ou profissional, e conservar o que é bom, mas não sermos duros para mudar o que é preciso.
O importante é ser feliz.
E como diz Dalai Lama:
"Sendo motivado pela compaixão e amor, respeitando os direitos dos outros - essa é a verdadeira prática da religião."
Feliz Páscoa!