quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

A corrupção no nosso dia a dia


Imagem retirada do site http://jesusarthurehelen.blogspot.com.br/2011/05/maos-sujas.html
O desejo ou necessidade de escrever vem de um sentimento que fica muito grande dentro do peito e tem que explodir para fora. Esse apareceu por causa das constantes notícias na mídia sobre corrupção. Os mensalões, aumentos de salários absurdos para benefício próprio, fortunas consideradas ilícitas, verbas desviadas, e assim vai se preenchendo uma lista enorme de feitos grandes considerados vergonhosos por aqueles que confiaram seus votos. Dessa maneira, a palavra corrupção vai se inflando, não aguentando o que foi enxertado no seu interior, tornando-se visível e escandalosamente incômoda.
Às vezes, fico na frente da TV e imagino se estou confundindo programas de notícias com novelas, pois não é possível que tanta coisa errada seja real. Um exemplo recente é um partido fazer vaquinha para pagar a conta de condenados, os quais tiveram tais consequências com base em provas.
Imagino que alguns que colaboram até pode ter boa intenção, sentimento de solidariedade, acreditam realmente na inocência das pessoas condenadas, apesar de tantas evidências provando o contrário. Mas até que ponto a colaboração não ocorre para firmar um pacto de blindagem? Talvez como um seguro, onde garante a proteção do partido de quem, por ventura, cometer o mesmo pecado.
E como tudo isso se tornou “normal” no cotidiano dos cidadãos? Até que ponto não se tornou banal cometer infrações (Acabei de ver no noticiário que aumentou a porcentagem de multas de trânsito), tentar tirar proveito pessoal em diferentes situações, como coisas aparentemente simples como ocupar vagas de deficientes ou idosos, furar fila, exagerar nos sintomas de uma doença para obter um atestado médico para ganhar um dia de trabalho. Como a corrupção está inserida no dia a dia das pessoas? Até quando? Acredito que já extrapolou qualquer limite. Ter o que se quer a qualquer preço.
Enfim, apesar do caos, tenho plena consciência de que temos muita gente boa trabalhando para mudar esse cenário. O que não se pode é cair no senso comum o qual generaliza concepções como “todo político é corrupto”. Há pessoas honestas e pessoas desonestas, independente de sua posição social ou do cargo que ocupa. Apenas devemos escolher qual postura devemos ter nesse contexto e ter absoluta certeza das consequências das nossas escolhas.