segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Sarau Begbie, uma despedida da sala de aula




Em 18 de agosto deste ano foi meu último dia como professora da EMEF Antonia e Artur Begbie, escola da rede municipal de São Paulo. Nessa data foi fechado um ciclo de 22 anos, de sala de aula, pois assumi um cargo de coordenador pedagógico em uma EMEI (escola municipal de educação infantil). Já estive na coordenação pedagógica em outros momentos, que somados, resultam uns 7 anos mais ou menos, mas nunca tinha deixado de lecionar. Fazia as duas coisas concomitantemente. Nos três primeiros meses do ano estive na coordenação da escola onde lecionava, mas não me senti longe da sala de aula, pois procurava meios para estar com meus anjinhos, seja inventando uma reunião com monitores de sala, indo na sala conversar com eles e mesmo a correria da escola não me permitia pensar sobre ficar fora da sala de aula.


Pois é, mas esse dia chegou. Sinto falta dos meus anjinhos adolescentes, teimosos e agitados, que acham que seus interesses têm que ser resolvidos imediatamente, pois sempre têm a sensação de que o mundo vai acabar. Anjinhos maravilhosos, criativos, sensíveis e que não imaginam o grande potencial que têm.


Potencial esse que é demonstrado pelas coisas lindas que podem fazer, seja uma simples mensagem na lousa ou apresentações muito bem elaboradas.


E assim, meu último dia nessa escola me foi presenteado com um sarau, que já havia planejado com eles e com a professora da sala de leitura, Cristina Fernandes, antes de saber que seria chamada e que assumiria o cargo de coordenadora, num processo muito rápido, entre publicação em diário oficial para escolha de vaga e nomeação.
Eis o resultado:



AMO MUITO TODOS ESSES ANJINHOS!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

A influência das datas comemorativas para se levantar reflexões - Dia dos Pais


As datas comemorativas têm o objetivo de nos induzir às reflexões ou nos induzir às compras? Para uns pode pesar a primeira opção, para outros a segunda e, talvez para muitos, contam-se as duas. Assim, os dias que as antecedem fazem com que hajam paradas para se pensar sobre determinados valores, sejam materiais, morais ou sentimentais.
Hoje aquela que nos faz parar é o Dia dos Pais. Minha filha mais nova, toda orgulhosa de seu pai, faz questão de pegar das suas economias o valor que a escola pediu para preparar a surpresa. Agora já tem um blog, e não podia deixar de postar uma mensagem para ele (http://harumiseno.blogspot.com/). Ensaios e apresentação aconteceram durante a semana. Aquela vozinha maravilhosa, parece única, apesar de estar no meio de muitas outras crianças. As mais velhas questionam a mãe sobre como o agradarão. Pensam sobre o que devem comprar, quando na realidade o valor mais importante é demonstrar ou reforçar o amor grande que se tem por essa pessoa, a importância que ela tem nas suas decisões, o sentir-se próximo. O entendimento que às vezes a distância é resultado do conflito de interesses causados pela idade ou gênero, mas não pela falta de afeto.
O essencial mesmo é ter consciência que o tempo passa rápido demais, e muitas vezes os caminhos que cada um toma, faz com que ocorra a distância física, mas esta pode ser superada quando os alicerces construídos através do amor, da cumplicidade, do respeito mútuo tornam-se fortes e indestrutíveis.
Eu tenho o privilégio de fazer parte de uma família assim. E amo muito o pai das minhas filhas, que com o seu jeitinho abre espaço para que elas entendam que seja lá o caminho que cada uma tomar, os valores plantados continuarão florescendo, como já florescem.