quinta-feira, 29 de abril de 2010

Nascemos para ser felizes


Hoje, 29 de abril de 2010, completo 44 anos de idade, e é muito bom parar e lembrar os anos que se passaram. Muita história já se passou, muita gente participou dela. Cada uma no seu papel, seja numa passagem rápida ou não, mas todos foram muito importantes nessa grande escola da vida.
Nessa escola maravilhosa aprendi, que seja qual for o caminho escolhido, ele sempre será o resultado das nossas atitudes. Aprendi e espero que as minhas filhas e os meus alunos também aprendam.
Isto porque é compensador colocar a cabeça no travesseiro e dormir tranquila, sabendo que por mais que tenha sido difícil o dia, que por mais que as coisas no nosso mundo estejam muito complicadas, o caminho seguido foi o de cumprir as responsabilidades e não fazer com as outras pessoas aquilo que não quero para mim.
Numa conferência sobre educação, na qual participei no ano passado, uma pessoa disse que não devemos buscar culpados, mas sim cumprir o nosso papel. Isso vale tanto para a vida profissional como para a vida pessoal. Cumprir nossas responsabilidades.
Muitos dão a desculpa de que está tudo errado e acaba entrando no círculo vicioso. Um grande erro.
Nascemos para ser felizes e não se pode ir contra a natureza.
Um grande abraço cheio de energia a todos e seja feliz!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Anjinhos que alçam voo

Neste mês faço 22 anos de magistério (22/04) e já comecei a ganhar presente. E há melhor presente do que ver os anjinhos que temos na escola seguir seus caminhos longe das nossas asas e ainda se inspirar no trabalho que foi realizado na sala de aula? Para mim, não.
Recebi de uma querida aluna, que passou numa universidade pública, Unifesp, a seguinte declaração, a qual me emocionou bastante. E, com sua permissão, torno pública:


Como dizia o poeta, "Aos Mestres com Carinho"


E eu me vejo sentada em uma carteira de universidade me formando para ser o que vocês já são: Professores.
Todos vocês tem de algum modo uma parcela de culpa de tudo o que está acontecendo comigo agora, tanto por estar em uma universidade pública, quanto por estar cursando pedagogia, sim, escolhi pedagogia, escolhi poder experimentar um dia o que é ser como vocês e saber qual é a sensação de estar na frente de todos com a responsabilidade de, conduzir, levar, ensinar muito, a muitos.
Quem sabe agora eu consiga compreendê-los melhor, consiga entendê-los e rir de tudo o que já fiz vocês passarem e que já passamos juntos, e como uma “vingança” do destino, eu vá passar com os meus futuros alunos também =D,e toda vez que eu me lembrar, um sorriso em meu rosto surgirá.
Alguns de vocês sabem que eu gosto muito de escrever, mas nenhum de vocês podem sequer imaginar o prazer que sinto em escrever para vocês, tenho guardada em meu peito uma eterna gratidão que só poderá ser paga quando eu puder passar tudo que eu aprendi, cada lição para os meus futuros alunos, formando assim o ciclo da educação, onde quem aprendeu, um dia vai ensinar e assim por diante.
Por final deixo mais uma vez o agradecimento!Obrigada
Que Deus ilumine a vida de cada um de vocês, e todos vocês sempre terão um lugar guardado dentro do meu coração


Jaqueline Alves Magalhães Venâncio

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Tecla enter: problema ou solução?


A partir da adolescência, adquiri o hábito de registrar o que se passava comigo durante o dia. Na hora em que meus pais e irmãos iam dormir, sentava na cama e pegava um caderno brochura, designado para ser o meu diário. Lá escrevia sobre os meus sentimentos de menina-moça, sobre o que acontecia na escola, em casa e sobre a minha visão de mundo, um tanto limitada. Por vezes lia os registros e me criticava por escrever tanta bobagem. Rasgava as folhas.
Um pouco mais velha me sentia às vezes lesada por algum produto sem qualidade ou ainda com saudades de um amigo ou amiga que foi morar longe, escrevia uma carta, mas na maioria das vezes ela ficava guardada no meio do caderno e tão defasadas acabavam rasgadas e indo para o lixo. Eu não tinha telefone em casa.
Sempre o que era escrito obedecia aquele ímpeto do momento e depois que passava aquele sentimento forte que levava a por a mão na caneta, o material escrito era relido e censurado.
Hoje com o advento da internet e a "bendita" tecla enter vejo-me por em risco a censura mais apurada, e tenho visto algumas vezes o dedo, obediente à emoção, ser mais rápido do que a razão. E quando se observa, muitas pessoas já leram aquele pensamento que num lance se espalhou. Algumas vezes espalham-se como areia que cai nos olhos, outras como pétalas de flores. Ainda bem que a grande maioria entra na segunda situação. Afinal, ainda sou adepta à frase: Não faça com o outro aquilo que não quer para você.
E assim, o dilema de tornar a tecla enter como problema ou solução chego à seguinte ideia: parece-me que ela pode criar alguns problemas momentâneos pela dificuldade de algumas pessoas se verem criticadas. Mesmo que a crítica seja com intenção de se construir algo bom. Ela passa a ser solução pelo fato de fazer com que as pessoas se aproximem. Indivíduos que normalmente não trocariam tantos conhecimentos, valores, ideias... hoje trocam, compartilham, se aproximam, mesmo que virtualmente.
E como é bom se aproximar de pessoas, compartilhar, aprender...