segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Desejo para 2010




Desejamos a todos os entes queridos, próximos ou não tão próximos, que tomem para si a filosofia da ikebana:

[...] "Ike" provém de vários verbos em japonês: arrumar, tornar vivo, chegar à verdadeira essência de algo e tornar a vida mais clara. Junte isso a bana, que é flor ou planta, e temos aí o significado literal de Ikebana. Você arruma as plantas respeitando a essência delas e, interagindo com a natureza e sua beleza, torna a vida mais clara, pois fazer a Ikebana é uma forma de meditação. Ela tem vários estilos, e um deles é o Sanguetsu, que valoriza o contato com a flor. Esse tipo de Ikebana ensina que, antes de fazer qualquer arranjo, é preciso saber apreciar uma flor e, para que seja vista a sua beleza, ela precisa estar voltada para cima. [...] Nathalia Ilovatte


Desse modo buscamos a verdadeira essência do que é bem-estar, aprendemos a valorizar coisas simples,e temos o poder de construir coisas lindas. Espero que possamos construir uma enorme ikebana em 2010, onde cada um com suas qualidades possa colaborar da sua maneira e assim veremos nossos espaços bem melhores de se viver.

Feliz 2010!

Com carinho

Gilberto e Solange Seno



quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

A todos que frequentam nossa casa, seja de corpo presente ou de maneira virtual


Um templo no qual se compõe do que é mais sagrado para nós: família, amor, integração, aprendizado, amizade... Felicidade!
Que toda energia que esse espaço reflete seja irradiado na alma de cada um que nela passa.
Boas Festas e um 2010 repleto de boas novas.
Com carinho
Gilberto e Solange Seno

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A coordenação pedagógica

Dia 03/12/2009 fui candidata à vaga para a coordenação pedagógica na escola onde leciono. Fui eleita pelo Conselho de Escola, mas talvez nem assuma, pois houve concurso para esse cargo e provavelmente serão (ou seremos?) chamados aqueles que foram aprovados. De qualquer forma, gostaria de justificar minha candidatura.

Eis a justificativa:

Nossa escola é um lugar privilegiado pelo número enorme de pessoas envolvidas com o processo de construção do conhecimento. E essa construção recebe influência das diferentes atitudes que refletem os valores que trazemos de nossas experiências pessoais. Pela diversidade de valores, muitas vezes, trabalhos efetuados de maneira isolada, poderiam repercutir de maneira mais consistente, trazendo melhores resultados para a coletividade. O que fazer? A intenção é que através da coordenação pedagógica haja um movimento para a integração, numa percepção de que o trabalho para o bem comum traz resultados positivos para todos os envolvidos. E eu gostaria de ter a responsabilidade de coordenar esse movimento.


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Ações funcionam como bumerangues

Assistimos às tragédias, à violência, ao mau uso dos recursos que o planeta ainda nos oferece, e quando tentamos utilizar o pequeno poder que temos na sala de aula, para tentar reverter essa situação, vemos as ações enfraquecidas. No entanto, pequenas atitudes dos alunos, reforçadas pelo nosso exemplo, nos faz renovar as energias para continuar os trabalhos voltados a uma tomada de consciência, de que somos seres ligados uns aos outros, e o resultado de nossas ações funcionam como bumerangues, vão e voltam.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

2009 - 40 anos da EMEF Antonia e Artur Begbie

Neste ano o Begbie, como é carinhosamente chamado, faz 40 anos. Muito tempo, muita história, muita influência na vida de várias pessoas. Sejam elas funcionários, professores e alunos que passaram por lá. A partir de um projeto das professoras de História, eu, como professora de Língua Portuguesa me vi na obrigação de me envolver, auxiliando de alguma maneira no resgate de situações e diferentes olhares que montam a história de um ambiente que, apesar de estar cheio de problemas, é construído por experiências muito gratificantes ("Amo muito tudo isso!").
O trabalho elaborado pelos alunos consiste em entrevistas efetuadas com pessoas que já estudaram na escola, coleta de fotos e a criação de poemas com o objetivo de refletir sua visão sobre a escola.
O que chama a atenção é o poder do ambiente, constituído de diferentes personagens que influenciam de maneira positiva ou negativa a vida daqueles que por lá estiveram.

sábado, 17 de outubro de 2009

Minha experiência como coordenadora transformada num estudo de caso

De 2002 a 2005 tive o privilégio de trabalhar na EE Francisco Parente como professora coordenadora. O período no qual estive nessa escola foi bastante gratificante, pois tive oportunidade de me relacionar com pessoas maravilhosas, as quais transformaram a minha estadia naquele local num período muito prazeroso pela receptividade e abertura para aprendermos juntos a descobrir caminhos para que nossos anjinhos pudessem desenvolver seus potenciais.
A partir dessa experiência tive outro privilégio: conhecer uma professora maravilhosa que transformou nosso trabalho num ensaio, o qual aborda a influência de um líder na busca de bons resultados dentro da escola. Ressalto que os resultados obtidos somente foram viáveis, pelo fato de existirem pessoas que se uniram num objetivo comum, pessoas estas que apenas precisavam de oportunidade.
O ensaio foi elaborado pela professora Dirley Gomes de Sena, quando estava fazendo seu mestrado na Universidade de Londres.


A liderança de sucesso: um estudo de caso da relação entre uma líder carismática e empenhada e a melhoria da escola

Dirley Gomes de Sena

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Trabalhos efetuados por alunos da 8ª série 2006 - parte II






Essas imagens são trechos de um trabalho efetuado pelos alunos Lídia Marques, Flaviana Mesquita, Jéssica Maestrello, Jonathan Vinícius e Jefferson de Carvalho. O material foi elaborado em powerpoint, as fotos foram tiradas no bairro do Itaim Paulista. A ideia era que a partir da observação do meio, houvesse a criação de um poema. Acredito que foram muito felizes no resultado. Apesar de "s" a mais no adjetivo do primeiro verso, o poema ficou muito bom.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Relato sobre o trabalho efetuado com os alunos da EMEF Antonia e Artur Begbie

Percebe-se a falta de hábito da grande maioria das pessoas de não observar com atenção o ambiente em que vivem. O fato de a maioria sempre estar na correria do dia-a-dia faz com que essa parada seja cada vez mais difícil. E o jovem também está incluído nesse grupo, alguns por assumirem as responsabilidades de um adulto e muitos outros por estarem muito preocupados com o seu próprio “eu”. Olhar para o meio em que vivem, analisá-lo e perceber-se como parte de um todo torna-se uma tarefa bastante rara entre eles. Pensando nisso, surge a necessidade de se construir um trabalho com os adolescentes de 8ª série, do Ensino Fundamental, no qual se consiga ligar os conteúdos de Língua Portuguesa e Literatura a essa necessidade de observação.

No primeiro momento, foram utilizados textos de autores conhecidos da Literatura, com enfoque na maneira como eles observavam o espaço em que viviam, como Canção do Exílio, de Gonçalves Dias ou Outra canção do exílio, de Eduardo Alves da Costa. Além de poemas, foram trabalhados crônicas e contos e trechos de livros, como Solte os cachorros, de Adélia Prado.

Após análise dos diferentes gêneros, na busca de interpretações e significados próximos às vivências dos alunos, houve a seguinte proposta:

1. Coletar imagens do meio em que os alunos vivem através de fotos;

2. Escrever observações sobre esse meio;

3. Criar um poema relacionado com o que foi efetuado;

4. Gravar em cd ou confeccionar um portifólio.




segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A paz como resultado de pequenas atitudes

Estamos vivendo numa sociedade em que a intolerância aparece de maneira abrupta na grande maioria dos ambientes. Como consequência, vemos situações de violência em momentos que um simples “por favor” poderia solucionar o problema.

A escola é o espaço privilegiado para a prática da tolerância, pois é o lugar onde nos encontramos para uma troca constante de pontos de vista, de aprendizagens, seja de maneira formal ou informal. Pensando nisso, é muito triste que a violência verbal faça parte da prática das pessoas que têm como função ser multiplicador de ideias e valores.

Num momento em que a escola deve ser o exemplo para que a paz seja irradiada em nossa sociedade, a prática de atitudes positivas deve ser constante em todos os momentos. Palavras como por favor, obrigado são exemplos de um bom começo para se construir um ambiente de harmonia e bem-estar.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Campanha do Obrigado - da escola para casa

Sempre que passamos aquilo em que se acredita de verdade na sala de aula a repercussão é positiva. Prova disso é quando há relatos de que aquilo que se vivenciou no espaço escolar teve reflexos em casa.
Numa reunião de pais há alguns dias atrás (29/08) houve o relato de uma mãe que a Campanha do Obrigado, efetuada com os alunos, tem sido ensinada ao irmãozinho mais novo em casa.
A intenção é exatamente essa.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Campanha do Obrigado

Antes de assumir o cargo de professora de Língua Portuguesa na EMEF Antonia e Artur Begbie, trabalhei durante 15 anos como professora alfabetizadora. Nos últimos anos com as crianças das séries iniciais, tive a grata experiência de fazer um curso na Fundação Mokiti Okada, no qual abordava a importância de se semear ações positivas a partir da Campanha do Obrigado. Os alunos deveriam contar o número de obrigados no decorrer do dia, enumerando as boas ações que precederam à palavrinha mágica.
Principalmente com a 1ª série, em 2003, os resultados foram muito bons. Mães relatavam nas reuniões de pais a mudança de postura da criança, que via a necessidade de receber um obrigado. Uma mãe disse ter-se emocionado durante meu relato na reunião de pais sobre o projeto, pois seu filho havia começado a fazer coisas para ajudá-la em casa, que não era de seu costume, na busca de "obrigados", no entanto, ela ainda não havia agradecido nenhuma vez. Além disso, tornaram-se mais solícitos em sala de aula na busca de se cumprir a tarefa.
Na mesma época tentei com os adolescentes, mas não consegui levar adiante pela relutância deles quanto à ideia de se mudar pequenas atitudes.
Em 2004 pedi exoneração desse cargo para assumir como Professora de Ensino Fundamental II (5ª à 8ª série).
Após várias ponderações resolvi iniciar no dia 19 de agosto de 2009 a Campanha do Obrigado com os meus anjinhos da 6ª série. Estamos engatinhando, mas o relato de algumas experiências estão me deixando bastante feliz. Alguns alunos colocaram no orkut o número de obrigados que conseguiram até o momento. Pedi para que redigissem suas expectativas e opiniões sobre o assunto, alguns acham bobeira, mas a maioria gostou. Logo publicarei neste espaço resultados mais exatos.

domingo, 23 de agosto de 2009

Aprender é muito bom

Aprender é bom

A vida é um constante aprender: aprendemos a pedir o alimento quando estamos com fome desde a mais tenra idade, as primeiras palavras, os primeiros passos, as primeiras letras... Aprendemos a todo o momento determinados valores, aquilo que é certo ou errado, e quando temos filhos e alunos tentamos fazê-los acreditar que aquilo que construímos enquanto conhecimento é o certo. E só depois dos meus trinta e poucos anos aprendi que tive professores maravilhosos. Seja na escola ou fora dela.
Minha mãe, por exemplo, foi uma excelente professora, não profissionalmente, mas na sua posição de dona de casa que cuida dos filhos. Além de me ensinar determinados comportamentos e valores, que é de praxe que a mãe ensine, foi ela quem me ensinou as primeiras letras. Desde os meus cinco anos de idade procurava brincadeiras que envolviam a busca de significados (o meu nome, o dela, do meu pai, do meu irmão e de outros entes queridos da família), a contação de histórias, o acesso aos gibis e até mesmo às fotonovelas, as quais ela adorava ler. Lembro-me como se fosse ontem como eu adorava criar hipóteses do que estava escrito e a minha mãe confirmava que em algumas situações eu estava certa.
Hoje, tenho três filhas e todas já sabem ler. A história se repetiu com elas, é claro que cada uma com o seu jeito. Procurei criar momentos em que a busca do conhecimento na escrita fosse um prazer. Deu certo, todas adoram buscar nas histórias momentos de diversão e entretenimento e sabem a importância de se buscar o conhecimento também. Não quis me limitar a esse serviço somente em casa, quis fazer fora dela, na escola. Escolhi como profissão o magistério. Percebo que com alguns anjinhos na sala de aula consegui o meu intento, com alguns não. Mas tenho esperança que aquele que não consegui perceber a realização do meu objetivo durante o período em estivemos juntos, eu tenha contagiado com uma picadinha, que em algum momento de sua vida se manifestará e talvez encontre prazer em pelo menos contar uma pequena história para os seus filhos.

Este material foi publicado em 2008 a partir de um projeto realizado pela professora da sala de informática, Cristiane, da EMEF Antonia Artur Begbie, onde leciono Língua Portuguesa.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Justificativa

Há muito tempo desejo compartilhar algumas experiências que vivi nesses 21 anos de magistério. Muitos anjinhos estiveram comigo durante esse tempo e muita coisa aprendemos juntos. Revivendo situações passadas, espera-se criar um espaço para o surgimento de novas ideias, outros momentos de aprendizagem.