domingo, 6 de março de 2011

Aprendendo sempre



Depois de muita resistência em aceitar os diversos pedidos das minhas filhas em termos um animalzinho, acabei por ceder quando fomos numa feira de animais para adoção. Uma linda cachorrinha conquistou a família com seu olhar que parecia pedir socorro para levarmos conosco.
Tinha o olhar tristonho e ao mesmo tempo carinhoso. A alegria imensa das meninas com sua presença em casa era emocionante. Com ela aprenderam a dividir tarefas sem a mãe ter que intervir tanto, aprenderam a cuidar de um bebê, pensando na hora de limpar, alimentar, dar remédio. E uma coisa que já sabiam e aperfeiçoaram com aquele ser tão cativante: amar.
E esse último aprendizado não se restringiu somente às filhas, mas a mim, que não tinha como levantar da cama ou chegar do trabalho e deixar de dar uma paradinha para um carinho.
No entanto, num tempo tão breve, outro aprendizado começou, aquele de sofrer por um ser querido que fica muito doente. A Kira, nome dado à cachorrinha, veio para nós com uma anemia muito forte, causada por carrapatos, segundo o veterinário, provavelmente por consequência do ambiente que vivia antes de ser adotada. Apesar do extremo cuidado em casa, dos medicamentos dados na hora certa, ela teve que ser internada para tratamento mais intensivo e transfusão de sangue.
Infelizmente, minhas filhas tiveram que aprender o sentimento de perda. Sentimento este, ainda não experimentado. E eu, como mãe, tive como lição: por mais que tentamos proteger nossos filhos, não vamos conseguir evitar alguns sofrimentos ao longo de suas vidas.
Assim, vamos aprendendo sempre, seja com situações boas ou não, nessa grande escola da Vida.

quarta-feira, 2 de março de 2011

ALERTA CONJUNTIVITES

O aumento no número de casos de conjuntivite, observado em algumas regiões do município de São Paulo, é uma situação que deve alertar a população e os profissionais de saúde para os cuidados necessários em relação à sua prevenção e disseminação.
Conjuntivite é a inflamação de uma membrana que em condições normais, é fina e transparente (conjuntiva); ela recobre a parte branca visível do globo ocular, ou seja, a esclera e também as partes internas das pálpebras superiores e inferiores.
As conjuntivites têm várias etiologias: bacteriana, viral, alérgica, química, entre outras.
As conjuntivites têm comportamento endêmico em todo o mundo, isto é, ocorrem habitualmente. Entretanto podem apresentar características sazonais. É o caso das conjuntivites de etiologia alérgica que tendem a ocorrer mais na primavera e as conjuntivites de etiologia viral, que ocorrem mais no verão e inverno.
As conjuntivites virais são responsáveis pela maioria dos surtos e epidemias, pois são altamente contagiosas. Tem evolução habitualmente benigna.
Os sinais e sintomas mais comuns são: irritação ocular, olho vermelho, edema palpebral, prurido, intolerância à luz, aumento de secreção ocular. Em geral ambos os olhos são acometidos.
A transmissão se dá através do contato direto mão-olho-mão, objetos contaminados, piscinas, etc. Os vírus causadores das conjuntivites, como todos outros, são microrganismos de vida intracelular, permanecendo viáveis no meio ambiente em média por 5 horas, podendo aumentar esse período em condições ambientais favoráveis.
O período de incubação pode variar de 02 a 07 dias, dependendo do vírus.
A principal medida de prevenção é a lavagem das mãos com freqüência, com água e sabão e/ou o uso do álcool gel 70%.
Os doentes com conjuntivite devem ter o cuidado de não coçar os olhos, lavar com frequência as mãos e rosto, separar objetos de uso pessoal (toalha, fronha, material de maquiagem), evitar piscinas e aglomeração de pessoas.
Não usar medicamentos sem orientação médica.

DOENÇAS OCULARES TRANSMISSÍVEIS/GCCD
16/02/2011
Fonte: http://www.portalsme.prefeitura.sp.gov.br/Documentos/alerta_conjuntivites.pdf