domingo, 21 de março de 2010

ACREDITAR


Parece-me que se tornou banal a incredulidade, a desconfiança de que aquele que pronuncia, seja lá o que for, talvez possa estar faltando com a verdade. Entretanto, ainda prefiro ACREDITAR. Preciso acreditar naquelas pessoas que me trazem esperanças de um mundo melhor, preciso acreditar naquele adolescente que me diz consciente de seu comportamento negativo e quer melhorar.
É triste olhar no rosto de alguém e observar que "seu nariz cresce" ao afirmar o que fez ou deixou de fazer algo, principalmente aquela mãe que vem na escola ao meu pedido, para que possamos ser cúmplices no crescimento positivo de seu filho, e me diz que já fez tudo o que podia. Porém, penso que aquele que faz uso indevido das santas palavras em vão é uma pessoa doente, que necessita de ajuda, e se ela aparece tudo pode se acertar.
ACREDITAR, saber que podemos, através de nossas atitudes, fazer com que aqueles que nos rodeiam tenham percepção de que cada um é responsável pelo mundo em que vive e as reclamações vazias, sem uma postura ativa, não leva a lugar algum . É nesse momento que sinto necessidade de me reportar a um doutor em educação que nos cura a alma, ao pronunciar o seguinte:

Não sou cego e nem tampouco alienado do mundo. Sei que há guerras, epidemias, violência, corrupção, tráfico de drogas, meninos de rua e tantas outras injustiças lá fora, mas apesar disso, acredito e luto para que a vida seja melhor. Com a educação, creio podermos esclarecer os alunos, dar-lhes não apenas conteúdos, mas humanidade, compromisso, engajamento e disposição para lutar por mais dignidade, justiça, ética e cidadania. Que possam sair da escola preparados para a vida, o trabalho e tudo o mais, e para que, principalmente saiam mais solidários e fraternos, pensando no próximo como num irmão e não apenas em si mesmos. http://www.escolhendoapilulavermelha.com.br/

O doutor em educação, João Luís de Almeida Machado, me deixa imensamente feliz, pois tira um peso enorme que me fazia pensar que tais ideias me colocavam no rol da ingenuidade.
Um abraço cheio de energia a todos.

domingo, 14 de março de 2010

14 de março - Dia da Poesia

Vemos nesse dia , 14 de março, várias pessoas prestando homenagens aos nossos poetas, alguns já consagrados, outros nem tanto. Nada mais justo, pois com certeza eles influenciaram nossos anjinhos (alunos) que possuem o hábito da leitura.
Desse modo, vejo também a importância de homenagear aqueles que criam espaços para que a PALAVRA seja dita. Pode ser nas discussões construtivas, nas leituras e interpretações diversas, como também na forma de textos produzidos por esses anjinhos maravilhosos que temos.
Em especial hoje peço licença para Oneida, professora de Língua Portuguesa e Cristina Fernandes, professora da sala de leitura, da EMEF Antonia e Artur Begbie e, principalmente aos nossos autores anônimos e em construção, que têm suas obras muitas vezes restritas às folhas que entregam às professoras.
Os primeiros poemas ora apresentados foram criados em novembro do ano passado a partir do trabalho realizado na sala de leitura sobre literatura de cordel. Em sequência, vem os textos poéticos criados a partir das discussões entre a professora citada de Língua Portuguesa e os alunos, transformados num painel no dia 8 de março, Dia da mulher.

Literatura de cordel

Talita

Essa é uma história
Que eu vim para contar
De uma menina muito bonita
Que vivia a sonhar

Não tinha trajes a rigor
Mais parecia uma flor
Pobre menina, seus pais se drogavam
E muita fome eles passavam

Como era muito bela
Seu corpo resolveu vender
Para que dinheiro fácil
Eles pudessem ter

Um dia quando andava na rua
Um casal a avistou
Elogiaram muito a ela
E para outro pais a chamou

Disseram que iam levá-la
Para trabalhar como modelo
Mas o que ela não sabia
É que logo viria o pesadelo.

Quando chegou lá
Começaram a mandar
Levaram-na para a boate
E seu corpo a fez mostrar

Colocaram-na na calçada
Para clientela chamar
E em frente a boate
Ela começou a dançar

De dia, quando estava dançando
Uma senhora elegante passou
Como estava quase sem roupa
Muito envergonhada ficou

No outro dia a senhora passou
Disse: “És tão bela como uma flor,
Então, por que se prostitui, meu amor?
Com vergonha ela ficou, e uma lágrima de seus olhos rolou.

Quando estava prestes a falar
O casal a viu e começou a brigar
E a senhora logo percebeu
Que ela não tinha permissão para conversar.

No outro dia lá estava a garota
Com manchas roxas no corpo
E quando a senhora foi tentar conversar
Ela fugiu para de novo não apanhar.

A senhora ficou imaginando
Como elas poderiam se comunicar
Decidiu então escrever uma carta
E no outro dia levou para entregar

A garota escondeu a carta
E leu dentro do banheiro
Estava escrito um endereço
E para ela fugir meio dia e meia.

Como era muito esperta
Escreveu o endereço em outro papel
Mostrou para o casal dizendo
Que ia encontrar com um homem no motel.

O casal de nada desconfiou
E felizes a deixaram ir
Meio dia e meia estava chegando
E ela pronta para do inferno sair.

O endereço logo encontrou
Era uma casa muito bonita
A senhora ficou feliz ao ver
A pobre menina que se chamava Talita

A Talita contou sua história
E a senhora começou a chorar
Depois deu uma passagem a ela
Par ao seu país de origem voltar.

Tudo deu certo quando chegou lá,
Encontrou seus pais que pararam de se drogar.
Tinham arranjado um trabalho
E uma boa casa para morar.

Tudo ficou bom por um tempo
Mas a garota começou a sofrer,
Pois descobriu que tinha Aids
E logo depois veio a morrer.

A moral dessa história
É que não devemos em todos confiar
Você pode achar que querem o seu bem,
Mas por trás dele o perigo pode estar.

8ª série A
Carine, Carol, Fabíola, Gisele, Mery Helen, Thaís


Hitler

É uma história de terror
Que agora vou te contar
É sobre um “cara” mau
Que adorava matar.

Por saber inventar bem
O seu público conquistou,
Fez campos de concentração
E para lá os judeus levou.

Lá eles sofreram muito.
Hitler fazia as experiências
Como jogá-los no fogo
E ver o tempo de resistência.

Ele queria um mundo perfeito
Sem judeus, deficientes e negros,
Por isso matava milhões deles
Sem ter dó, respeito e nem medo.

Matava pessoas inocentes
Que nunca fizeram nenhum mal
E a platéia aplaudindo
E o achando o maioral.

Ele pensava que só os alemães
Deveriam viver,
Por isso matava os outros
Só para sentir o poder.

Mas isso logo acabou
E Hitler veio a morrer
Com todos no seu pé
Era bem difícil vencer.

Nosso cordel termina aqui,
Mas a luta ainda não acabou,
Pois terá pena de morte
A todos que um dia matou.

8ª série A
Marcela B. Matos e Vinícius S. da Silva

A mulher

Mulher há muita.
Você encontra em qualquer lugar,
Em cada esquina uma,
Mas nem toda pode levar...

Tem aquela faxineira,
Engenheira,
Arquiteta,
Cada qual com seu emprego.
Ah! E tem também a mulher do lar!

Tem mulher mãe,
Tem mulher tia, vovó,
Tem aquela sua vizinha,
Que já está bem velhinha,
E que não gosta de ficar só.

Pronto, consegui falar um pouquinho
Sobre a mulher.
Pena que para conseguir seu lugarzinho,
Muitas num inocêndio morreram!
Wesley 7ª E

Mulher
Mulher algo belo e sublime,
Coisa linda de se ver,
Mulher vai pra fora e luta,
Por seu objetivos,
Que vai em busca do que se quer ter.

Mulher trabalhadora,
Mulher querreira,
Mulher educada,
Mulher conquistadora
Simplesmente mulher

Mulher que tem garra
Que luta para ser valorizada.

Mulher é força,
Felicidade, agilidade.
É alegria de viver.

Mulher em uma palavra:
CAPACIDADE.
Parabéns Mulher!!!
Izabela 7ªB