domingo, 26 de outubro de 2014

Somos responsáveis

Em abril de 2011 participei de um curso sobre mediação de conflito, no qual a mediadora Ana Lúcia Catão iniciou com o seguinte texto de Fernando Pessoa: 

“Encontrei hoje em ruas, separadamente, dois amigos meus que se haviam zangado. Cada um me contou a narrativa de por que se haviam zangado. Cada um me disse a verdade. Cada um me contou as suas razões. Ambos tinham razão. Ambos tinham toda a razão. Não era que um via uma coisa e outro outra, ou um via um lado das coisas e outro um lado diferente. Não: cada um via as coisas exatamente como se haviam passado, cada um as via com um critério idêntico ao do outro. Mas cada um via uma coisa diferente, e cada um, portanto, tinha razão. Fiquei confuso desta dupla existência da verdade.”
               
Em época de eleição presidencial, essas palavras me vêm à cabeça ao observar os motivos que levam as pessoas a votar em um determinado candidato. Tenho absoluta convicção de que temos pessoas de bem e que acreditam num país melhor, seja aqueles que escolheram um ou outro. Também estou convicta sobre uma parcela da nossa sociedade fazer escolhas por seus desejos pessoais bastante egocêntricos e irresponsáveis.
O que não se pode perder nesse meio todo, é a responsabilidade, que não devemos caminhar com um olhar imediatista, mas com muito comprometimento como co-autores das mãos que estamos escolhendo para escrever o rumo da nossa história. Sabendo que esses rumos devem ser permeados com inteligência, cobrando o que foi prometido, exigindo que as palavras voltem a ter valor.
O que devemos ter sempre em mente são os passos que já estão registrados na nossa história e que não queremos mais como a violência, a miséria, a ignorância, a falta de cidadania... E como vamos exterminar tais problemas que ainda insistem em fazer parte da vida de tanta gente? Qualquer um que ganhar essas eleições tem a obrigação de fazer valer, entre tantas propostas que colocaram, a garantia de se cumprir  tantas Leis já existentes. Doa a quem doer.

E nós somos responsáveis também para que sejam cumpridas. Sabendo, ainda, que a PAZ deve permear todas as decisões.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

"Ensinar é um exercício de imortalidade"


Ao pensar nos diferentes mestres que passam em nossas vidas, sejam aqueles da educação formal ou aqueles seres especiais que na informalidade, ensinam lições que nunca serão esquecidas, vemos como é importante nos disciplinarmos para que possamos devolver ao universo aquilo que recebemos.
 

 E seja lá qual for a função que exercemos, estamos sempre ensinando ou aprendendo. Quem não se lembra daquela palavra simples, mas forte de alguém que amamos e que talvez não esteja mais conosco?
 “Ensinar é um exercício de imortalidade.
De alguma forma continuamos a viver
naqueles cujos olhos aprenderam a ver
o mundo pela magia da nossa palavra.”
(Rubem Alves)
 Pensando nessa nossa responsabilidade devemos viver com a consciência tranquila, sabendo que somente deixaremos escapar de nós ações e palavras que queremos de volta.
 Desse modo, podemos viver em PAZ.



domingo, 17 de agosto de 2014

"A Educação é o instrumento mais poderoso para se mudar o mundo."



Algumas pessoas têm falado sobre falência da Educação. Pensar no significado dessa palavra nos vem a ideia de algo fracassado, sem condições de caminhar... É como se pensássemos que o mundo está no fim.
No entanto, ao me fixar nos olhinhos dessa linda bebezinha, com esse brilho cheio de vida, fico imaginando tantos olhares assim que estão chegando, e como nós adultos temos a obrigação de sair da nostalgia exacerbada, do fatalismo e do comodismo. A História passada nos serve de lição relacionada às experiências que devem ser aproveitadas ou evitadas, a História que será construída somente será fatalista se nos acomodarmos e esperar sempre do outro as ações.
Pensamentos otimistas são extremamente importantes, mas insuficientes. Nossos passos têm que ser pautados de maneira consciente. Trabalhar para que tantas práticas positivas sejam multiplicadas e juntar forças com pessoas semelhantes.
No mesmo mês que esse bebê nasceu (agosto de 2014), ouvi do candidato a Deputado Estadual, Alexandre Schneider https://www.facebook.com/alexandreschneider1?ref=stream) a seguinte frase: "A Educação é o instrumento mais poderoso para se mudar o mundo."
Pois é... Eu também acredito nisso, e é meu dever e o dever de todo ser humano não deixar que esse brilho nos olhos se apague. Seja lá os obstáculos que se tenham a ultrapassar, o caminho é único: levar a Educação a sério, ser ético, ter cuidado e saber que é esse brilho que vai transformar o mundo.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Aprender sempre com as crianças pequenas: objetivo comum, não interessa quem consegue, todos ficam felizes

 
Numa época em que o futebol tomou conta da grande maioria das conversas e inspirada num post de uma amiga de redes sociais, vem à mente uma cena contada pela professora da escola de educação infantil na qual trabalho.
Ela estava inconformada que as crianças de idade entre 4 e 5 anos, apesar das instruções, comemoravam toda vez que saia um gol, não importando qual time que fizesse a bola entrar, aquele no qual jogavam ou o adversário. Aliás, não existia adversário para as crianças, somente uma brincadeira divertida com um objetivo.
Desde que ela me contou fiquei imaginando, se éramos nós que deveríamos ensiná-los as regras convencionais ou deveríamos aprender com aquelas maravilhosas e sábias crianças.
Preferi me silenciar, mas ficou forte a sensação de que uma aula política estava dada naquela simples brincadeira de bola: um objetivo claro comum, não interessa quem consegue, todos ficam felizes.
O discurso comum às pessoas ligadas à política não é qualidade nos serviços públicos?
Mas, gente grande esquece uma porção de coisas, então passa a querer tudo de um jeito meio estranho e confuso e futebol que podia ser divertido passa a ter outros objetivos, como criar uma estrela, esquecendo do coletivo, ou mesmo ser desculpa para agressões, sejam físicas ou verbais. Não diferente da política.
De qualquer modo, tenho firme ainda o seguinte pensamento de Paulo Freire: "Reconhecer que a História é tempo de possibilidade e não de determinismo, que o futuro, permita-se-me reiterar, é problemático  e não inexorável."

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Sawabona: "eu te respeito, eu te valorizo, você é importante pra mim"



Há todo momento tomamos decisões no ímpeto de acertar, de resolver o que consideramos um problema. E essas resoluções normalmente vêm pautadas de boas intenções. No entanto, quando olhamos para os outros, como julgamos esses mesmos ímpetos? Qual nossa tolerância em relação ao nosso comportamento e o  do outro? 
Que linha tênue é essa entre o que é certo e o que é errado?
Questionamentos tornam-se avalanche e com eles sempre aparecem anjos para nos dar uma luz. 
Palavras são LUZ. E uma pequena história, mas com um significado imenso me foi presenteada por uma pessoa especial, a qual quero compartilhar. Obrigada Maristela.

SAWABONA!!!


Há uma "tribo" africana que tem um costume muito bonito.

Quando alguém faz algo prejudicial e errado, eles levam a pessoa para o centro da aldeia, e toda a tribo vem e o rodeia. Durante dois dias, eles vão dizer ao homem todas as coisas boas que ele já fez.
A tribo acredita que cada ser humano vem ao mundo como um ser bom. Cada um de nós desejando segurança, amor, paz, felicidade. Mas às vezes, na busca dessas coisas, as pessoas cometem erros.
A comunidade enxerga aqueles erros como um grito de socorro.
Eles se unem então para erguê-lo, para reconectá-lo com sua verdadeira natureza, para lembrá-lo quem ele realmente é, até que ele se lembre totalmente da verdade da qual ele tinha se desconectado temporariamente: "Eu sou bom".
Sawabona Shikoba!
SAWABONA, é um cumprimento usado na África do Sul e quer dizer:
"Eu te respeito, eu te valorizo. Você é importante pra mim"
Em resposta as pessoas dizem SHIKOBA, que é:
"Então, eu existo pra você"

por Mera Resiliência
fonte: https://www.facebook.com/MaristelaYukiPosterli?fref=ts






domingo, 5 de janeiro de 2014

Gilberto, um anjo guardião


"Nossos destinos foram traçados na maternidade"

A música de Cazuza sempre vem em minha mente quando penso na construção da minha história com o Gilberto, meu amor, meu marido, meu cúmplice, meu melhor amigo, meu anjo... E por falar em destino e anjo, me vem a maneira como nos conhecemos, a nossa trajetória. E assim fico misturando fantasia com realidade e imagino como tudo começou antes de nascermos na mesma maternidade. Provavelmente tenha sido assim:
Em meio às nuvens um lindo anjo guardião se apaixonou por um espírito que precisava voltar à Terra, pois ainda não tinha aprendido o suficiente durante o período que lá permaneceu. O anjo, como bom guardião,  e com muito amor e paciência tentava aconselhar sobre suas atitudes e como deveria ser a sua missão para que um dia pudessem se encontrar novamente. O medo de errar e passar para um lugar desconhecido e cheio de desafios fez com que o espírito exitasse, mas seu conselheiro procurava encorajá-lo.
E o dia chegou em que deveria ir para a Terra. Família escolhida e uma listinha de tarefas um tanto complicadas. Um túnel longo e escuro levava um ser que agora tornava-se uma menina, no dia 29 de abril de 1966.
Ainda presa às lembranças da companhia daquele anjo maravilhoso, arrependia-se de estar ali e tentava voltar. Ela e sua mãe ficaram internada durante algum tempo no hospital devido a problemas de saúde. As freiras que  ali trabalhavam batizaram-na de Dulce, pois acreditavam que se morresse não poderia ser pagã. 
O anjo guardião via tudo de lá de cima e aconselhava a ficar, pois tinha muito o que fazer. Assim, a menina atendeu ao seu pedido, mas pediu-lhe para que viesse ficar com ela. Ele disse que não podia. mas seu amor era tão forte que começou a ponderar sobre essa possibilidade. Enquanto isso, o pai da menina, não respeitando a iniciativa das freiras, registrou a criança pelo nome de Solange, pois era o nome que a mãe  dela queria.
O anjo pediu ao bom Deus para que permitisse sua ida à Terra, pedido concedido um ano e nove meses depois. No dia 5 de janeiro de 1968 nasce o Gilberto. Nesse dia todos os anjos desceram à Terra para levar o anjo guardião transformado em menino, exatamente no mesmo lugar onde a Solange havia nascido. 
Entretanto, para encontrá-la, deveria executar várias tarefas. Fato que não era diferente para a garota.
Assim, os dois cresceram em lugares que permitiam um futuro encontro, viveram diferentes histórias, conheceram pessoas e experimentaram diferentes sentimentos. 
E para que merecessem estar um com o outro, a aprendizagem não deveria se restringir apenas às questões pessoais, mas deveriam espalhar ensinamentos àqueles que os rodeavam. Até que um dia se encontraram, enfrentaram problemas, se amaram e constituíram uma família, a qual teve frutos que carregarão toda a bagagem de Luz e Amor do casal.