sábado, 23 de julho de 2011

Como criamos situações para o desenvolvimento de uma cultura de paz analisando as nossas responsabilidades


Constantemente nos deparamos com situações que geram conflitos no nosso dia-a-dia, seja no convívio familiar ou profissional. Esses conflitos normalmente são gerados por cobranças, muitas vezes até mesmo velada, sobre expectativas frustradas. Esperamos que cada um cumpra seu papel e muitas vezes esquecemos de analisar o quanto estamos deixando de cumprir o nosso.
E que papel é esse? Se ele não estiver muito claro pode originar problemas pela falta de clareza.
Quais as nossas responsabilidades, quando escolhemos desempenhar algum papel dentro da sociedade? Ele não é um só. Temos que escolher, como por exemplo, ser amigo, mãe, pai, namorado, marido, esposa, professor, diretor, coordenador, médico, faxineiro, atendente etc. A partir do momento que escolhemos, há a necessidade de se ter claro para todos os envolvidos como devemos realizar as ações que o envolvem.
Quando falamos do ambiente pessoal deve-se haver alguns combinados e sabemos que esses não são tão fáceis assim. Mas quando se consegue combinar, o segredo de se viver em paz é não se descombinar. Sentar e rever os combinados pode, o que não pode é se comprometer e não cumprir.
No ambiente profissional deveria ser mais fácil porque as funções já estão determinadas, muitas vezes até mesmo em legislação. Quando se tem abertura, deve existir o espaço para que elas sejam construídas, planejadas, registradas, relembradas. E tudo fica muito bem quando aquilo que se combina não se descombina. Vale lembrar que nesse espaço também se deve rever os combinados, mas rever em equipe.
Desse modo, fica muito claro como podemos fazer com que nossas responsabilidades podem afetar na construção de um ambiente voltado para a cultura de paz. Muito fácil. É só tentar.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Festa Junina voltada para os valores humanos

Festa Junina de Valores – Magia das qualidades
As atividades abaixo relacionadas foram adaptadas da apostila do Projeto Vivendo Valores na Educação http://www.vivendovalores.org.br/ Festa Junina de Valores – Magia das qualidades (disponível no site http://www.ecolorir.com/projeto-vivendo-valores-na-educaofesta-junina-de-valores_1.html )
"Os valores são nossos "pais" - a alma humana é nutrida pelos valores que ela possui. Uma sensação de segurança e conforto surge através dos valores que orientam nossas vidas. Uma vida preenchida com valores é uma vida de autorrespeito e dignidade. À medida que desenvolvemos valores, partilhamos a fragância deles com o mundo ao nosso redor, e avançamos em direção a um mundo melhor"
Dadi Janki: Diretora Administrativa da Brahma Kumaris

É importante reforçar que as brincadeiras relacionadas à festa junina não só tem o objetivo de resgatar o valor cultural, mas principalmente ressaltar os valores humanos que são inerentes a cada um de nós. A confecção dos materiais com as crianças ou com os adolescentes, a ação de brincar juntos deve criar momentos para se conversar sobre determinadas qualidades tão importantes para a convivência em grupo.
Vamos lá!!!!
Solange das Graças Seno

Atividade 1
PESCARIA DA SORTE
Objetivo: fazer com que o participante tenha como resultado da pescaria frases positivas e de crescimento pessoal.
Material necessário: folhas de sulfite com a imagem de peixinhos, cartolina, mensagens positivas, fichas com números, envelopes ou caixinhas numeradas, cola, tesoura, lápis de cor, jornal, linha de pesca e ímã.
Confecção do material para a pescaria:
Para os peixes - A sala de aula pode ser dividida em grupos, os quais deverão colorir os peixes, recortá-los, colá-los em cartolina, numerá-los, colar no peixinho um ímã, escolher frases positivas, colocar em caixinhas ou envelopes numerados.
A vara – fazer canudos bem firmes de folha de jornal, num tamanho adequado para se transformar em vara de pescar, amarrar linha de pesca e na outra extremidade, amarrar um ímã.
Desenvolvimento da brincadeira:
O participante deve pescar o peixinho e receberá uma mensagem conforme o número dele.

Atividade 2
BINGO DAS QUALIDADES
Objetivo: Propiciar uma conversa sobre valores humanos que possa incidir em reflexão relacionada à postura pessoal.
Material necessário: folhas de sulfite riscadas para se escrever valores, fichas com números dentro de um saco para sorteio, grãos ou lápis para marcar a palavra sorteada.
Confecção do material: as cartelas podem ser confeccionadas pelos próprios alunos a partir de uma lista feita com eles sobre valores humanos. A lista deve ser enumerada para que o aluno registre a palavra e o número na cartela.
Desenvolvimento da brincadeira: Fazer uma lista com os alunos sobre valores humanos, abrir espaço para uma conversa e relacionar outros valores não citados por eles, explicitando seus significados, caso considere importante, pedir para que escolham 9 (nove) para preencher a cartela. Aquele que completar a cartela primeiro ganha um brinde.

*Exemplo de valores: amor, atenção, afetividade, amabilidade, amizade, autoconfiança, auto-respeito, auto-estima, benevolência, bondade, boa vontade, capricho, cautela, constância, contentamento, confiabilidade, cooperação, coragem, cuidado, clareza, desprendimento, determinação, disposição, disciplina, doçura, doação, estabilidade, entusiasmo, equilíbrio, flexibilidade, felicidade, facilidade, humildade, honestidade, honra, incansabilidade, introversão, iniciativa, jovialidade, justiça, leveza, limpeza, obediência, paciência, pureza, respeito, renúncia, sabedoria, serenidade, simplicidade, suavidade, tolerância, veracidade, zelo.

Atividade 3
BOCA DO LIXO OU BOCA DO FOGO OU BOCA DA BRUXA
Objetivo: Criar um momento para se discutir sobre os valores negativos e possibilidades para ajudar a vencê-los com valores positivos.
Material necessário: recipiente para representar uma lata de lixo ou painel com o desenho de uma boca de dragão ou de uma bruxa, bolas pequenas (pode ser de meia ou de papel).
Desenvolvimento: O professor elabora com os alunos uma lista de negatividades e constrói com eles quais valores positivos que podem derrubar o negativo. Esta lista fica fora das vistas do aluno. As palavras negativas vão para um saco, onde as crianças tiram uma e deve saber qual qualidade que pode derrubá-la para poder jogar a bola na boca do lixo, dragão ou bruxa. Caso saiba, a criança ganha três bolas para jogar, caso precise de ajuda dos colegas, ganha duas e se ninguém souber e o professor ajudar, ganha apenas uma.

Exemplo: preguiça X entusiasmo, raiva X compreensão, Não precisam ser antônimos.
Depois da brincadeira, a lista pode ser fixada na sala para quando surgir alguma situação que envolva uma negatividade, ela pode ser consultada para que a turma reflita como se pode resolver o problema.
“Quando aprendemos qualidades que são nossos heróis, jogamos fora aquilo de ruim que está dentro de nós. Nós devemos jogar no lixo ou na boca do dragão e então substituir por uma qualidade. Uma vez que o jogo e as bolas estejam feitas, o professor pode fazer a brincadeira na sala. O que precisamos jogar fora agora para que a aula se desenvolva melhor?”

Atividade 4
CORRIDA DA VITÓRIA
Objetivo: deixar claro para os participantes que as negatividades sempre atrapalham e as virtudes sempre abrem caminho.
Material necessário: um tabuleiro com caminho enumerado entre partida e chegada, impresso ou desenhado no chão, um dado, peões (pode ser a própria criança ou tampinha de garrafa, botão ou balões feitos em dobradura, no caso do jogo ser no tabuleiro), fichas com valores positivos e negativos.
Desenvolvimento: No primeiro momento, o professor discute as regras com os alunos relacionadas às negatividades ou virtudes, refletindo sobre as conseqüências de atitudes boas ou más, como por exemplo, a desorganização: se o aluno esquece algum material em casa e não faz suas tarefas, fica parado, no jogo não anda as casas. Aquele que tem atenção ganha tempo e entende melhor as atividades, no jogo avança casas.

Material anexo: tabuleiro, fichas com valores e regras.

Atividade 5
JOGO DAS ARGOLAS
Objetivo: Desenvolvimento da capacidade de abstração, percepção e associação de idéias ligadas aos valores.
Material necessário: argolas, garrafas pet com um pouco de areia e uma qualidade colada ou um símbolo que o representa.
Desenvolvimento: Pode-se criar com os alunos símbolos que representem valores positivos, depois a turma pode decidir quais valores considera fundamental para entrar no jogo e ser colado nas garrafas. Quando a criança acerta a garrafa deve adivinhar qual valor aquele símbolo representa.

Atividade 6
DANÇA DAS CADEIRAS – Gentileza também conta
Objetivo: aumentar a prática da gentileza e da cordialidade de todos entre si.
Material necessário: cadeiras com uma qualidade colada, viseiras ou crachás com as mesmas qualidades da cadeira.
Desenvolvimento: O professor pode fazer o levantamento de qualidades e discuti-las com os alunos. Ressaltar o que representa a gentileza na vida de cada um (Como um aluno gentil age em uma fila, em uma brincadeira, no recreio, no almoço?) Depois elas serão escritas em papéis colados nas cadeiras e nos crachás ou viseiras. Cada um pegará uma qualidade de forma aleatória, sem poder escolher. As cadeiras deverão estar dispostas em círculo e as crianças, ao som de uma música, deverão caminhar. Quando a música parar elas deverão sentar na cadeira que tem a mesma qualidade que está em seu poder. Aquele que não achar a cadeira certa ou sentar em cadeira errada fica fora.

*Observar as atitudes das crianças durante a brincadeira para depois conversar sobre elas.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Felicidade










Uma amiga de twitter escreveu um post em seu blog http://pazetal.blogspot.com/2011/04/medo-e-resignacao.html?showComment=1303386151885#c8713517965277379864 sobre medo e resignação e terminou o texto com a questão: Felicidade, onde estás que não responde? A partir disso, resolvi escrever o seguinte sobre a tal felicidade:
Vivemos atrás de tantas coisas, e muitas vezes a busca de resultados mais complexos nos impede de enxergar como a felicidade caminha do nosso lado a todo momento. Se pensarmos no significado da palavra, felicidade vem como paz interna. E como ela vem? Acho que vem como resultado das nossas ações diárias: o sorriso e o abraço gostoso das pessoas que nos cercam, o olhar daquela criança que nos ouviu e entendeu o que queríamos dizer, descansar com o pé para cima no sofá e observar as fotos dispostas, ler e escrever aos amigos virtuais, deitar pertinho de quem ama e descansar. Ou ainda observar o que acontece, independente da sua ação: a flor que se salvou da destruição quase que total pela arte do cachorrinho no jardim, o pão que veio quentinho da padaria, o texto que apareceu por acaso na sua frente, trazendo respostas para aquilo que estava procurando... e assim vai.

domingo, 17 de abril de 2011

Cultura de paz e mediação de conflitos


Trabalhar na busca de uma cultura de paz é gratificante, isto é, buscar maneiras de ressaltar a importância dos valores como amor, solidariedade, amizade, família entre outros. Ao mesmo tempo, tal fato nos coloca num eterno desafio: como mediar diferentes valores entre aqueles que convivem num mesmo ambiente e possuem olhares completamente diferentes diante de uma mesma realidade? As necessidades são diferentes, e como cada um tenta supri-las também. Desse modo, o que fazer se olhares buscam pontos de vistas tão diversificados? Fazer uma lavagem cerebral para que todos pensem igualzinho àqueles que lideram o grupo, como sugeriu uma colega? Não, não é uma boa ideia. As construções se fazem justamente pela diversidade de pensamentos. Imagine se transformássemos a brincadeira de "Siga o mestre" em uma rotina diária? Não... realmente não... nem mesmo quando se tem a melhor das boas intenções.
Então, o que fazer? Por na balança os prós e os contras de cada situação e decidir pelo caminho em que o coletivo acredita ser o melhor, em detrimento do individual? Tão simples... Será?

Que tal fazer um comentário e ajudar nesse conflito?


domingo, 6 de março de 2011

Aprendendo sempre



Depois de muita resistência em aceitar os diversos pedidos das minhas filhas em termos um animalzinho, acabei por ceder quando fomos numa feira de animais para adoção. Uma linda cachorrinha conquistou a família com seu olhar que parecia pedir socorro para levarmos conosco.
Tinha o olhar tristonho e ao mesmo tempo carinhoso. A alegria imensa das meninas com sua presença em casa era emocionante. Com ela aprenderam a dividir tarefas sem a mãe ter que intervir tanto, aprenderam a cuidar de um bebê, pensando na hora de limpar, alimentar, dar remédio. E uma coisa que já sabiam e aperfeiçoaram com aquele ser tão cativante: amar.
E esse último aprendizado não se restringiu somente às filhas, mas a mim, que não tinha como levantar da cama ou chegar do trabalho e deixar de dar uma paradinha para um carinho.
No entanto, num tempo tão breve, outro aprendizado começou, aquele de sofrer por um ser querido que fica muito doente. A Kira, nome dado à cachorrinha, veio para nós com uma anemia muito forte, causada por carrapatos, segundo o veterinário, provavelmente por consequência do ambiente que vivia antes de ser adotada. Apesar do extremo cuidado em casa, dos medicamentos dados na hora certa, ela teve que ser internada para tratamento mais intensivo e transfusão de sangue.
Infelizmente, minhas filhas tiveram que aprender o sentimento de perda. Sentimento este, ainda não experimentado. E eu, como mãe, tive como lição: por mais que tentamos proteger nossos filhos, não vamos conseguir evitar alguns sofrimentos ao longo de suas vidas.
Assim, vamos aprendendo sempre, seja com situações boas ou não, nessa grande escola da Vida.

quarta-feira, 2 de março de 2011

ALERTA CONJUNTIVITES

O aumento no número de casos de conjuntivite, observado em algumas regiões do município de São Paulo, é uma situação que deve alertar a população e os profissionais de saúde para os cuidados necessários em relação à sua prevenção e disseminação.
Conjuntivite é a inflamação de uma membrana que em condições normais, é fina e transparente (conjuntiva); ela recobre a parte branca visível do globo ocular, ou seja, a esclera e também as partes internas das pálpebras superiores e inferiores.
As conjuntivites têm várias etiologias: bacteriana, viral, alérgica, química, entre outras.
As conjuntivites têm comportamento endêmico em todo o mundo, isto é, ocorrem habitualmente. Entretanto podem apresentar características sazonais. É o caso das conjuntivites de etiologia alérgica que tendem a ocorrer mais na primavera e as conjuntivites de etiologia viral, que ocorrem mais no verão e inverno.
As conjuntivites virais são responsáveis pela maioria dos surtos e epidemias, pois são altamente contagiosas. Tem evolução habitualmente benigna.
Os sinais e sintomas mais comuns são: irritação ocular, olho vermelho, edema palpebral, prurido, intolerância à luz, aumento de secreção ocular. Em geral ambos os olhos são acometidos.
A transmissão se dá através do contato direto mão-olho-mão, objetos contaminados, piscinas, etc. Os vírus causadores das conjuntivites, como todos outros, são microrganismos de vida intracelular, permanecendo viáveis no meio ambiente em média por 5 horas, podendo aumentar esse período em condições ambientais favoráveis.
O período de incubação pode variar de 02 a 07 dias, dependendo do vírus.
A principal medida de prevenção é a lavagem das mãos com freqüência, com água e sabão e/ou o uso do álcool gel 70%.
Os doentes com conjuntivite devem ter o cuidado de não coçar os olhos, lavar com frequência as mãos e rosto, separar objetos de uso pessoal (toalha, fronha, material de maquiagem), evitar piscinas e aglomeração de pessoas.
Não usar medicamentos sem orientação médica.

DOENÇAS OCULARES TRANSMISSÍVEIS/GCCD
16/02/2011
Fonte: http://www.portalsme.prefeitura.sp.gov.br/Documentos/alerta_conjuntivites.pdf

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O privilégio de cuidar

Todos os dias devemos agradecer pelo privilégio de poder cuidar de alguém. Saber que aquele que depende da nossa atenção sempre é influenciado pelos nossos gestos, pelas nossas palavras, pelo nosso comportamento. Muito melhor ainda é ter a consciência tranquila de que o nosso exemplo está fazendo com que cresça uma criança com atitudes voltadas para que o mundo seja melhor.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Estudar para quê?


Comumente, vê-se pais e professores, um tanto convencionais, que valorizam a educação, argumentando com crianças e adolescentes sobre a importância de se dedicar aos estudos, para conquistar boas oportunidades e ter um futuro melhor do que aqueles que seus progenitores.
Quanto aos pais que se acomodaram ou perderam a crença de que estudar faz com que se "vença na vida", conserva-se apenas a necessidade de que seus filhos frequentem a escola. Afinal, tal fato é primordial para não ser punido pela justiça, ou para receber os benefícios que o poder público oferece. Benefícios esses que, apesar de não ter intenção, estimula muitas pessoas à ociosidade e a perda de valores que realmente importam dentro de uma unidade educacional.
Entretanto, o que é importante?
Sempre que coloco o aprendizado como companheiro, posso compreender o mundo em que vivo, posso solicitar, reinvindicar, convencer, extravasar... Enquanto sou um ser aprendente, eu cresço e abro caminhos que me permitem ser feliz. Sempre um pouco mais. Não apenas pelo fim, mas através dos meios que levam a ele. Sentir prazer nas pequenas conquistas, tornar os erros nossos aliados para construir a nossa história. E saber que não estamos sozinhos. As pessoas e a natureza em geral são nossos cúmplices, que nos fazem construir nossos saberes de diferentes formas para que nos tornemos sempre melhores.
Assim, é importante aprender para quê? Para ser feliz.