quinta-feira, 26 de outubro de 2017

"Não vemos o mundo como ele é, mas como nós somos" Talmude "A beleza está nos olhos de quem vê" Tupi


"Não vemos o mundo como ele é, mas como nós somos" Talmude
 "A beleza está nos olhos de quem vê" Tupi 

Estas frases lidas por várias vezes nas redes sociais em que acompanho as publicações de José Luiz Goldfarb, cada vez fica mais forte dentro de mim como a mais pura verdade.

Ao observar as ações ou reações de diferentes pessoas, é notável o reflexo das marcas que suas histórias constituíram. Alguns conservam essas marcas como feridas abertas, doloridas e enxerga as adversidades como mais uma ameaça que provocará a piora dos ferimentos. A fragilidade causada cria uma nuvem nos olhos, o que impede de discriminar determinadas situações com clareza. Fato esse que gera diferentes agressões verbais ou até mesmo físicas. Um exemplo são as experiências de bullying, de discursos unilaterais de palestrantes, políticos ou mesmos membros de diferentes famílias.

Em compensação,  alguns preferem transformar as marcas que suas histórias deixaram em histórias de superação. Ao invés de se sentirem vítimas, com pena de suas feridas, preferem olhar para frente e observar o mundo, suas oportunidades e a consciência de que elas podem ser curadas e não são eternas.

Alguns preferem trocar por marcas criativas e bonitas de se ver, como lindas tatuagens. Os olhos que conservam a beleza natural de criança, que tem o Amor como base de todas as coisas. 

Olhar com os olhos da criança, reaprender com elas os sentimentos positivos que um dia já teve no coração, mas algum adulto influenciou para que se recolhesse. Agora, adulto é urgente se redescobrir e tirar lá de dentro os valores que são inatos do ser humano. 

E acredito que o principal é a CORAGEM, que na sua origem tem o seguinte significado:

A palavra “coragem” tem sua origem no Latim CORATICUM, e possuía o mesmo significado. Este termo latino é composto por COR, que significa “coração” e o sufixo -ATICUM, que é utilizado para indicar uma ação referente ao radical anterior. CORATICUM seria, literalmente, ação do coração, isto porque acreditava-se que era neste órgão que a coragem se alocava. 
https://www.gramatica.net.br/origem-das-palavras/etimologia-de-coragem




domingo, 15 de outubro de 2017

Às professoras e professores corujas

A mensagem abaixo foi escrita para homenagear os profissionais que trabalham com as crianças no CEI Vila Curuçá II, pensando nos valores que escolhemos carregar em nossa vida pessoal e que influenciam nossa vida profissional. 
A intenção é ampliar a mensagem para todos que escolheram como profissão ensinar crianças, jovens ou adultos (eternas crianças quando sentam numa cadeira de escola) e usar a coruja como motivo de reflexão sobre o seu simbolismo.


domingo, 8 de outubro de 2017

Hora de descobrir o poder da intuição

É muito comum encontrar pessoas no nosso caminho que consideram um tanto imprudente o uso da intuição na tomada de decisões importantes. Normalmente, o caminho é escolhido por uma lista de prós e contras ou, ainda, nem mesmo se sai do lugar por causa do medo do desconhecido. 
Quantas histórias tiveram seus destinos mudados pelo medo? Quantas pessoas nem ao menos consideram essa palavra no vocabulário: intuição!

Um documentário muito interessante me chamou a atenção justamente num momento em que me vejo propensa a tomar decisões tendo a intuição como mola propulsora. Coincidência? Creio que não. Mas isso já me leva para outro tema que mais tarde posso postar.

O que é importante ressaltar é que assistir ao filme nos oportuniza uma reflexão sobre como lidamos com aquilo que carregamos dentro de nós e nos conduz aos caminhos mais variados. Que poder guardamos e não sabemos como lidar?

“Estamos sempre no mesmo caminho, nas mesmas coisas, [...] estamos repetindo nossas vidas porque sempre gostamos de fazer o que gostamos e é tão fácil. Mas se pegar o caminho das coisas que não gosta de fazer, e tiver medo e completar o território desconhecido, então há uma grande possibilidade de que ao seguir um caminho diferente, alguma coisa acontecerá, e a experiência te mudará. Há também uma grande chance de falhar, e falhar é um aspecto muito importante na vida de todo mundo, pois temos que realmente estar prontos para falhar,   mesmo se, por causa da experiência, não souber o que vai acontecer, então falhar tem que fazer parte do caminho.” (Trecho do documentário)

É importante ressaltar, também, que já temos escolas que consideram a importância de desenvolver habilidades que propiciam às crianças e jovens a utilizar a intuição. Experiências que discretamente aumentam. 

"O que ensinamos às nossas crianças? Matemática, muito importante. Língua, muito importante. Mas no fim do dia nosso mundo é um mundo funcional, precisamos agir neste mundo, interagir com este mundo, e são necessárias certas habilidades. Habilidade em entender o que outras pessoas estão sentindo, saber o que sentimos. Essa é a parte intuitiva." (outro trecho do documentário)

Aprender, sem julgamentos. Aprender muito, experimentar e observar os resultados. Simples assim.


https://www.youtube.com/watch?v=KM93kwn-g90&t=2563s
(copie e cole o link para assistir)

sábado, 29 de abril de 2017

O poder da empatia em tempos de crise


Trabalho como coordenadora pedagógica numa escola de educação infantil, um pequeno paraíso no fundo do município de São Paulo. Ali me envolvo com uma rotina preenchida de aprendizagens,  de brincadeiras, machucados grandes e pequenos e agitações infantis e de gente grande. E nesse envolvimento, às vezes me perco sobre os acontecimentos do lado de fora daquele portão.

A violência contra uma mãe que sofre sequestro relâmpago na frente desse espaço, a violência relacionada às decisões políticas que impactam na vida de todo cidadão passam por ali como num filme que me emociona, me sensibiliza e me faz citar nas conversas informais. Mas só? Apesar de me sentir protegida ali dentro e dentro das regras que o Governo pretende colocar em relação à Previdência, o incômodo vai crescendo e o que fazer? Parar, pesquisar, tentar me colocar no lugar daquela colega que terá seu projeto de vida completamente alterado, sendo que aqueles que tomam as decisões não se incluem em restrições. Pensar em um movimento cidadão, onde percebe-se a importância de discussões mais amplas, ao invés de se decidir a toque de caixa.

Mas nesse contexto o que mais dói é ver pessoas de bem usarem frases ofensivas umas contra as outras, entrando num clima de se generalizar e julgar as ações, sem usar uma pequena parcela de empatia. É claro que num movimento tão grandioso encontraremos todos os tipos de pessoas e intenções. Mas é extremamente importante e urgente pensar no poder da empatia em tempos de crise, se colocar no lugar do outro e perceber que não é nada fácil, seja para o empresário que tem suas contas para pagar e um dia de trabalho pode gerar grandes prejuízos, ou no lugar de gestor dos municípios que precisam cuidar dos diferentes setores, ou do trabalhador comum que vê sua vida sendo desequilibrada mais um tanto.

Desse modo, o que fazer? Sei o quanto é difícil um grupo pequeno sentar com um olhar colaborativo, onde todos devem ceder um pouco para que todos possam ganhar também, imagine uma nação fazer tal processo!!! Mas como mobilizar as pessoas com um olhar para o bom senso?

Fica a pergunta sem resposta, mas com um clamor para pensarmos sobre o poder da empatia.




quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

O que aprendi com uma ciranda, ao carregar o momento mágico da brincadeira para o trabalho na escola



O que aprendi com uma ciranda, ao carregar o momento mágico da brincadeira para o trabalho na escola?

No primeiro momento, a escolha da música. O título, Ciranda de todos nós, de Lia de Itamaracá, nos permite fazer uma referência sobre a qualidade que queremos atingir com as crianças. Para que ela ocorra, não pode ser desejo de um só, mas sim de todos.

Um trecho cita o seguinte:
"A melodia principal quem
guia é a primeira voz"

Podemos pensar no caminho que selecionamos para essa qualidade, com base nos valores humanos e nos documentos oficiais. A melodia nos indica qual o ritmo que seguiremos..

Em seguida, outro trecho nos dá asas para fazer um paralelo com o trabalho efetuado no ambiente escolar:

"Pra se dançar ciranda
Juntamos mão com mão
Formando uma roda
Cantando uma canção"

Juntar as mãos, realizarmos juntos para chegar num objetivo comum: o desenvolvimento das crianças e a construção prazerosa num caminho de conquistas.

No segundo momento, a prática. Ao observar a ciranda acontecendo e o envolvimento de toda a equipe escolar uma viagem metafórica também acontece.

Para começar a ciranda, há um líder que orienta os passos a seguir. Alguns seguem rapidinho e há aqueles que levam um pouco mais de tampo para pegar o jeito.

Durante o movimento há aquele que se incomoda com uma coluna que está dentro da roda, acha que ela deve ficar e toma iniciativa para isso. Ao perceber que tal ação distorce a roda formada, volta atrás (E que bom que volta atrás!!!).

Há ainda, as condições físicas que não permitem um ou outro participar a té o final, mas se esforça em participar até onde consegue.

O líder erra o passo, ao tentar ajudar quem não está se acertando e acaba atrapalhando a ciranda, porque uma grande maioria está prestando atenção nele.

Mas, finalmente, vemos a ciranda de todos nós, mão com mão, seguindo a melodia.

Gratidão!!!!

sábado, 21 de janeiro de 2017

Desafio - Ser mestre em resolução de conflitos e mediação


Na constante busca de uma Cultura de Paz, me vi encantada na possibilidade de me aprofundar na área de Resolução de conflitos e mediação, e me inscrevi no Mestrado com esse título.

E o que me levou a essa busca?

Na realidade, o ideal seria ser mestre  em evitar conflitos, mas como viver sem essa luta constante de ideias e decisões? Cada crescimento que percebemos em nossa vida é precedido pelos pequenos ou grandes conflitos que nos deparamos, sejam eles internos ou com terceiros.
E quando damos uma passadinha bem rápida nas diferentes situações, seja na área pessoal ou profissional, podemos notar um número enorme de pessoas prontas a julgar e dar respostas muito eficientes para o problema do outro. Mas, essa mesma pessoa, quando se vê envolvida na situação e na possibilidade de  pôr em prática a lista de melhores soluções, muitas vezes não as enxerga ou faria a mesma coisa a qual criticou.
Acho que não precisamos do mestrado para entender que as emoções influenciam muito nos caminhos escolhidos, mas sabemos que não é simples se obter respostas.
Aí vem o meu conflito pessoal: continuar no meu cantinho e contar com a minha experiência de vida para solucionar as questões que vão aparecendo na frente? Ou buscar uma ou mais respostas para conflitos que ultrapassam a minha zona de conforto?
É claro que optei pela segunda e, assim, criar uma possibilidade de influenciar mais pessoas através de ferramentas que precisam ser ampliadas para excluir os conflitos que destroem e só trazem prejuízo ao ser humano, e aprender maneiras de como lidar com conflitos que são construtivos para que possamos chegar finalmente ao principal motivo: uma Cultura de Paz. 
Dessa forma, me inspiro na seguinte frase que consta em uma das páginas da agenda que ganhei do Sinesp (Sindicato dos Especialistas de Educação do Ensino Público Municipal de São Paulo):

"A alegria que se tem em pensar e aprender, nos faz pensar e aprender ainda mais." Aristóteles

domingo, 11 de dezembro de 2016

Temos urgência em exterminar as generalizações



Temos uma vasta literatura a nossa disposição que nos coloca as questões voltadas ao preconceito que existe de diferentes formas, seja ele de gênero, etnia, ou qualquer outro que aborda uma simples ou não tão simples atitude muito comum entre os seres humanos: a rejeição ao diferente da cultura que foi transmitida, ao nascer numa família ou na escolha de uma turma com suas crenças e valores próprios.

E quando nos fechamos nesse pequeno mundo, ficamos à mercê de ideias e conceitos que parecem ser o único caminho a seguir, dando importância à permanência dos hábitos que caracterizam um determinado grupo social. 

Hoje podemos perceber nas diferentes mídias a gravidade das generalizações, ao observar pessoas das nossas relações pessoais se colocando umas contra as outras por convicções que colocam tudo em apenas dois sacos: contra ou a favor.


Desse modo, percebemos a urgência de se exterminar as generalizações. É inconcebível aceitar que pessoas sejam julgadas conforme a cor, etnia, escolha de gênero ou de partido político. Cada pessoa é única e seus comportamentos não dependem destes rótulos.
Simples assim.