sábado, 29 de abril de 2017

O poder da empatia em tempos de crise


Trabalho como coordenadora pedagógica numa escola de educação infantil, um pequeno paraíso no fundo do município de São Paulo. Ali me envolvo com uma rotina preenchida de aprendizagens,  de brincadeiras, machucados grandes e pequenos e agitações infantis e de gente grande. E nesse envolvimento, às vezes me perco sobre os acontecimentos do lado de fora daquele portão.

A violência contra uma mãe que sofre sequestro relâmpago na frente desse espaço, a violência relacionada às decisões políticas que impactam na vida de todo cidadão passam por ali como num filme que me emociona, me sensibiliza e me faz citar nas conversas informais. Mas só? Apesar de me sentir protegida ali dentro e dentro das regras que o Governo pretende colocar em relação à Previdência, o incômodo vai crescendo e o que fazer? Parar, pesquisar, tentar me colocar no lugar daquela colega que terá seu projeto de vida completamente alterado, sendo que aqueles que tomam as decisões não se incluem em restrições. Pensar em um movimento cidadão, onde percebe-se a importância de discussões mais amplas, ao invés de se decidir a toque de caixa.

Mas nesse contexto o que mais dói é ver pessoas de bem usarem frases ofensivas umas contra as outras, entrando num clima de se generalizar e julgar as ações, sem usar uma pequena parcela de empatia. É claro que num movimento tão grandioso encontraremos todos os tipos de pessoas e intenções. Mas é extremamente importante e urgente pensar no poder da empatia em tempos de crise, se colocar no lugar do outro e perceber que não é nada fácil, seja para o empresário que tem suas contas para pagar e um dia de trabalho pode gerar grandes prejuízos, ou no lugar de gestor dos municípios que precisam cuidar dos diferentes setores, ou do trabalhador comum que vê sua vida sendo desequilibrada mais um tanto.

Desse modo, o que fazer? Sei o quanto é difícil um grupo pequeno sentar com um olhar colaborativo, onde todos devem ceder um pouco para que todos possam ganhar também, imagine uma nação fazer tal processo!!! Mas como mobilizar as pessoas com um olhar para o bom senso?

Fica a pergunta sem resposta, mas com um clamor para pensarmos sobre o poder da empatia.




quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

O que aprendi com uma ciranda, ao carregar o momento mágico da brincadeira para o trabalho na escola



O que aprendi com uma ciranda, ao carregar o momento mágico da brincadeira para o trabalho na escola?

No primeiro momento, a escolha da música. O título, Ciranda de todos nós, de Lia de Itamaracá, nos permite fazer uma referência sobre a qualidade que queremos atingir com as crianças. Para que ela ocorra, não pode ser desejo de um só, mas sim de todos.

Um trecho cita o seguinte:
"A melodia principal quem
guia é a primeira voz"

Podemos pensar no caminho que selecionamos para essa qualidade, com base nos valores humanos e nos documentos oficiais. A melodia nos indica qual o ritmo que seguiremos..

Em seguida, outro trecho nos dá asas para fazer um paralelo com o trabalho efetuado no ambiente escolar:

"Pra se dançar ciranda
Juntamos mão com mão
Formando uma roda
Cantando uma canção"

Juntar as mãos, realizarmos juntos para chegar num objetivo comum: o desenvolvimento das crianças e a construção prazerosa num caminho de conquistas.

No segundo momento, a prática. Ao observar a ciranda acontecendo e o envolvimento de toda a equipe escolar uma viagem metafórica também acontece.

Para começar a ciranda, há um líder que orienta os passos a seguir. Alguns seguem rapidinho e há aqueles que levam um pouco mais de tampo para pegar o jeito.

Durante o movimento há aquele que se incomoda com uma coluna que está dentro da roda, acha que ela deve ficar e toma iniciativa para isso. Ao perceber que tal ação distorce a roda formada, volta atrás (E que bom que volta atrás!!!).

Há ainda, as condições físicas que não permitem um ou outro participar a té o final, mas se esforça em participar até onde consegue.

O líder erra o passo, ao tentar ajudar quem não está se acertando e acaba atrapalhando a ciranda, porque uma grande maioria está prestando atenção nele.

Mas, finalmente, vemos a ciranda de todos nós, mão com mão, seguindo a melodia.

Gratidão!!!!

sábado, 21 de janeiro de 2017

Desafio - Ser mestre em resolução de conflitos e mediação


Na constante busca de uma Cultura de Paz, me vi encantada na possibilidade de me aprofundar na área de Resolução de conflitos e mediação, e me inscrevi no Mestrado com esse título.

E o que me levou a essa busca?

Na realidade, o ideal seria ser mestre  em evitar conflitos, mas como viver sem essa luta constante de ideias e decisões? Cada crescimento que percebemos em nossa vida é precedido pelos pequenos ou grandes conflitos que nos deparamos, sejam eles internos ou com terceiros.
E quando damos uma passadinha bem rápida nas diferentes situações, seja na área pessoal ou profissional, podemos notar um número enorme de pessoas prontas a julgar e dar respostas muito eficientes para o problema do outro. Mas, essa mesma pessoa, quando se vê envolvida na situação e na possibilidade de  pôr em prática a lista de melhores soluções, muitas vezes não as enxerga ou faria a mesma coisa a qual criticou.
Acho que não precisamos do mestrado para entender que as emoções influenciam muito nos caminhos escolhidos, mas sabemos que não é simples se obter respostas.
Aí vem o meu conflito pessoal: continuar no meu cantinho e contar com a minha experiência de vida para solucionar as questões que vão aparecendo na frente? Ou buscar uma ou mais respostas para conflitos que ultrapassam a minha zona de conforto?
É claro que optei pela segunda e, assim, criar uma possibilidade de influenciar mais pessoas através de ferramentas que precisam ser ampliadas para excluir os conflitos que destroem e só trazem prejuízo ao ser humano, e aprender maneiras de como lidar com conflitos que são construtivos para que possamos chegar finalmente ao principal motivo: uma Cultura de Paz. 
Dessa forma, me inspiro na seguinte frase que consta em uma das páginas da agenda que ganhei do Sinesp (Sindicato dos Especialistas de Educação do Ensino Público Municipal de São Paulo):

"A alegria que se tem em pensar e aprender, nos faz pensar e aprender ainda mais." Aristóteles

domingo, 11 de dezembro de 2016

Temos urgência em exterminar as generalizações



Temos uma vasta literatura a nossa disposição que nos coloca as questões voltadas ao preconceito que existe de diferentes formas, seja ele de gênero, etnia, ou qualquer outro que aborda uma simples ou não tão simples atitude muito comum entre os seres humanos: a rejeição ao diferente da cultura que foi transmitida, ao nascer numa família ou na escolha de uma turma com suas crenças e valores próprios.

E quando nos fechamos nesse pequeno mundo, ficamos à mercê de ideias e conceitos que parecem ser o único caminho a seguir, dando importância à permanência dos hábitos que caracterizam um determinado grupo social. 

Hoje podemos perceber nas diferentes mídias a gravidade das generalizações, ao observar pessoas das nossas relações pessoais se colocando umas contra as outras por convicções que colocam tudo em apenas dois sacos: contra ou a favor.


Desse modo, percebemos a urgência de se exterminar as generalizações. É inconcebível aceitar que pessoas sejam julgadas conforme a cor, etnia, escolha de gênero ou de partido político. Cada pessoa é única e seus comportamentos não dependem destes rótulos.
Simples assim.

terça-feira, 31 de maio de 2016

O valioso tempo


Ao completar 50 anos, me vi com o desejo de escrever sobre o tempo. Parece tão desnecessário, uma vez que encontramos tantas palavras escritas por poetas e cientistas, mas me atrevo a escrever afirmações que talvez já circulem por aí. Uma que se repete tantas e tantas vezes é a questão da rapidez. "Como o tempo passa rápido!"

Nossa história vai se construindo, e esse ser humano que vamos nos formando vai se completando nas relações que se entrelaçam. Relações essas que vão se encaixando através das pessoas que conhecemos, seja através dos laços sanguíneos ou seres especiais que aparecem como presentes nas nossas vidas. 

Não preciso fechar os olhos para as lembranças passarem por mim em formato de cenas rápidas. Aliás, nem dá para fechar os olhos, porque enquanto lembramos de situações passadas nada em volta para. Continuamos...
E nesse continuar, me sinto próxima das palavras de Mario de Andrade, e apelo ao poema O valioso tempo dos maduros:

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui
para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam
poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram,
cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir
assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar
da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo
de secretário geral do coral.
‘As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos’.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência,
minha alma tem pressa…
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana,
muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com
triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua
mortalidade,
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!

https://palavrastodaspalavras.wordpress.com/2010/03/23/o-valioso-tempo-dos-maduros-de-mario-de-andrade/ > acesso em 20/05/2016.

segunda-feira, 7 de março de 2016

O nosso território e os valores que nos direcionam





Li a seguinte frase num post de José Luiz Adeve (o Cometa), publicado no facebook:  

"O território não é apenas o resultado da superposição de um conjunto de sistemas naturais e um conjunto de coisas criadas pelo homem. O território é o chão e mais a população, isto é, uma identidade, o fato e o sentimento de pertencer àquilo que nos pertence” (Milton Santos)

Pois é... pertencer ao território em que está, amá-lo como parte da sua história, ou ainda, como sendo o lugar onde ela (a história) se constrói. O lugar influencia o desenvolvimento das pessoas e as pessoas influenciam o desenvolvimento do lugar. 

E ao pensar no espaço em que vivemos normalmente damos aos lideres a responsabilidade de fazer com que seja  do jeito que gostaríamos que fosse. Como exemplos podemos pensar no território fechado da nossa casa, do nosso espaço de trabalho, nosso município, nosso país...

Observando cada um dos exemplos citados, podemos notar que aqueles que o compõem normalmente colocam nos seus líderes a responsabilidade de como se dispõem e são organizados,, quais os benefícios,e comodidades proporcionadas, como são tratados, deixando para segundo plano sobre a responsabilidade pessoal..

O líder realmente tem uma responsabilidade muito grande, seja na tarefa de mobilizar ou de legislar para que o território seja organizado, limpo, com definição de objetivos claros e específicos e levantados democraticamente para cada um desses lugares, e ações que façam com que os objetivos sejam alcançados de acordo com a responsabilidade de cada um.

Mas os valores daqueles que pertencem a cada um desses territórios devem estar em sintonia, como a ética, a responsabilidade, o compromisso, a importância das relações interpessoais. E, principalmente, acreditar na capacidade pessoal, muito importante para a obtenção de resultados positivos. E devo repetir sobre resultados baseados na ética.

Para ilustrar, podemos pensar numa casa, onde se combina como ela deve ser organizada, quem vai fazer o que e quando. Todos devem estar comprometidos com os combinados e acreditarem na importância dos afazeres divididos, porque senão surgem os conflitos e as maneiras de burlar, ou apenas cumprir tarefas pela obediência cega.

Assim, volta-se a ideia dos valores e da importância que se dá ao ambiente que se vive e às pessoas com quem se convive. E desse modo, me remeto ao trecho abaixo de uma entrevista dada por Paulo Freire à revista Nova Escola, tendo Moacir Gadotti fazendo as perguntas. 


Moacir Gadotti - O brasileiro é um povo que vive de esperanças,só que uma atrás da outra vão embora, e sempre vem a frustração depois. Foi assim com as diretas já, com a Constituinte, com o Collor... Hoje vivemos um momento de incertezas, parece que o chão que pisamos está se movendo, e nós, no Brasil, não conseguimos enxergar a dia de amanhã. De onde vem essa esperança de que é possível transformar o mundo a que você se refere em Pedagogia da Esperança?

Paulo Freire - É uma pergunta que exige uma reflexão, mesmo que sucinta, em torno de nós próprios. O que estamos sendo no mundo João, Maria, Carlos? E não importa aí a classe social, embora esta tenha uma influência fantástica na forma como estamos sendo. Mas o que estamos sendo, por que estamos sendo, como estamos sendo, quem estamos sendo? Isso me permite fazer comparações. Por exemplo: olho agora o quintalzinho de minha casa e vejo outros seres também vivos, mas de ordem natural -uma jabuticabeira e o canil onde está o Jim, um pastor alemão -, e já poderia estabelecer comparações entre como eu estou sendo, como a jabuticabeira está sendo e como o Jim está sendo. Sem ir muito longe, eu chego a uma primeira conclusão, de que as relações que há entre eu e as minhas jabuticabeiras e entre eu e Jim não são as mesmas que há entre eu e você. Há uma qualidade diferente nessas relações. Segundo, eu posso tomar como referência, para me distinguir dos outros dois seres (o Jim e a jabuticabeira), que, embora os três seres sejamos finitos, inacabados, incompletos, imperfeitos, somente eu entre os três sei que somos finitos, inacabados e incompletos. A jabuticabeira não sabe. Ela tem outro tipo de saber.


Gadotti - É isso que você quer dizer quando escreve no livro que "eu sou esperançoso, por imperativo existencial"?

Freire - É isso também. Eu sou esperançoso porque não posso deixar de ser esperançoso como ser humano. Esse ser que é finito e que se sabe finito, e porque é inacabado sabendo que é inacabado, necessariamente é um ser que procura. Não importa que a maioria esteja sem procurar. Estar sem procurar é o resultado, é o imobilismo imposto pelas circunstâncias em que não pudemos procurar. Mas não é a natureza do ser. É por isso que quando as grandes massas sofridas estão, como eu chamo em Pedagogia da Oprimido, mais imersas do que emersas na realidade social, política e econômica, estão sendo proibidas de ser. Por isso é que elas ficam apáticas. A esperança não floresce na apatia. Cabe ao pedagogo, ao filósofo, ao político, aos que estão compreendendo a razão de ser da apatia das massas - e às vezes da apatia de si mesmos - a briga pela esperança. Eu não posso desistir da esperança porque eu sei, primeiro, que ela é ontológica. Eu sei que não posso continuar sendo humano se eu faço desaparecer de mim a esperança e a briga por ela. A esperança não é uma doação. Ela faz parte de mim como o ar que respiro. Se não houver ar, eu morro. Se não houver esperança, não tem por que continuar o histórico. A esperança é a história, entende? No momento em que você definitivamente perde a esperança, você cai no imobilismo. E aí você é tão jabuticabeira quanto a jabuticabeira.

A entrevista na íntegra está no seguinte endereço:
http://revistaescola.abril.com.br/formacao/paulo-freire-podemos-reinventar-mundo-entrevista-640706.shtml?utm_source=redesabril_novaescola&utm_medium=facebook&utm_campaign=entrevista&utm_content=link

*Caso queira comentar sobre o texto de maneira mais fechada, mande um email, por favor.

solangegracasseno@gmail.com

domingo, 3 de janeiro de 2016

Liberdade, Amor, Ser Amiga, Ser Amigo




A minha história até o momento, na beira de completar 50 anos, e na convivência com um número considerável de jovens e algumas pessoas que tiveram o privilégio de chegar numa idade mais avançada, percebo que Liberdade e Amor são as metas principais de vida.

Não me atrevo em transcorrer nos significados das duas palavras, visto que a literatura extensa de autores renomados já o fizeram, como por exemplo Fernando Savater, relacionado à primeira palavra ou José Ângelo Gaiarsa, sobre a segunda. 

Mas posso dizer que  ansiamos a Liberdade de pequenas coisas como a roupa que se quer vestir, poder dormir a hora que quiser, comer o que der vontade, o desejo de sair com os amigos para onde e na hora que quiser, viajar, fazer uma tatuagem, ou, ainda, escolhas não tão simples, como profissional, política, religiosa, de gênero, casar ou ficar junto com alguém ou ficar sozinha ou sozinho, seguir ou lutar contra padrões ditos convencionais etc. 

E o Amor? Ah... o Amor... Tão almejado quanto à Liberdade e tão contraditório entre si quando na liberdade de escolha queremos namorar, casar e ser mãe ou pai. Como no conto de fadas, quando atingimos tal resultado chegamos na célebre frase:"E viveram felizes para sempre." 

Mas, em nome do Amor, a Liberdade tão querida é cerceada pelos excessos de cuidados, pela necessidade de proteção e por sentirmos no direito de cobrar do outro, ou da outra tal dedicação. Fato que nos torna responsáveis pela maneira como alimentamos esse Amor, seja pelo parceiro ou parceira ou pelos filhos e filhas.

Nesse momento, me reporto a duas frases que me emocionaram nas últimas horas de 2015, as quais se seguem. São elas: "Obrigada pelo carinho gratuito" (Lídia) e "Você me ensina muitas coisas com os posts que compartilha." (Dani). E uma outra frase publicada no facebook por um amigo daquele espaço: "Quem tem amigo, tem tudo!" (José Antonio Klaes Roig). Isto porque penso sobre como é importante ser mais amiga ou amigo das pessoas que fazem parte das nossas vidas, sem nada em troca. Contribuir com uma palavra sem intenção.

A responsabilidade de alguns títulos que nos determinamos nos coloca em situações de conflitos desnecessários, como se ver obrigado a ensinar coisas como se alimentar direito, não fazer manha ou tentar que os filhos ou filhas atinjam uma perfeição que nós mesmas ou mesmos não conseguimos.  Ter a sensação de que é necessário aconselhar e corrigir e, ao mesmo tempo achar que fala demais. E se não fala fica a sensação de estar sendo relapsa ou relapso. Oh dilema!!

Então, podemos concluir desejando ser amiga ou amigo das pessoas que amamos, mais do que qualquer outra coisa. Promessa de Ano Novo. Simples assim.

*Caso queira comentar sobre o texto de maneira mais fechada, mande um email, por favor.
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