quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Campanha do Obrigado

Antes de assumir o cargo de professora de Língua Portuguesa na EMEF Antonia e Artur Begbie, trabalhei durante 15 anos como professora alfabetizadora. Nos últimos anos com as crianças das séries iniciais, tive a grata experiência de fazer um curso na Fundação Mokiti Okada, no qual abordava a importância de se semear ações positivas a partir da Campanha do Obrigado. Os alunos deveriam contar o número de obrigados no decorrer do dia, enumerando as boas ações que precederam à palavrinha mágica.
Principalmente com a 1ª série, em 2003, os resultados foram muito bons. Mães relatavam nas reuniões de pais a mudança de postura da criança, que via a necessidade de receber um obrigado. Uma mãe disse ter-se emocionado durante meu relato na reunião de pais sobre o projeto, pois seu filho havia começado a fazer coisas para ajudá-la em casa, que não era de seu costume, na busca de "obrigados", no entanto, ela ainda não havia agradecido nenhuma vez. Além disso, tornaram-se mais solícitos em sala de aula na busca de se cumprir a tarefa.
Na mesma época tentei com os adolescentes, mas não consegui levar adiante pela relutância deles quanto à ideia de se mudar pequenas atitudes.
Em 2004 pedi exoneração desse cargo para assumir como Professora de Ensino Fundamental II (5ª à 8ª série).
Após várias ponderações resolvi iniciar no dia 19 de agosto de 2009 a Campanha do Obrigado com os meus anjinhos da 6ª série. Estamos engatinhando, mas o relato de algumas experiências estão me deixando bastante feliz. Alguns alunos colocaram no orkut o número de obrigados que conseguiram até o momento. Pedi para que redigissem suas expectativas e opiniões sobre o assunto, alguns acham bobeira, mas a maioria gostou. Logo publicarei neste espaço resultados mais exatos.

domingo, 23 de agosto de 2009

Aprender é muito bom

Aprender é bom

A vida é um constante aprender: aprendemos a pedir o alimento quando estamos com fome desde a mais tenra idade, as primeiras palavras, os primeiros passos, as primeiras letras... Aprendemos a todo o momento determinados valores, aquilo que é certo ou errado, e quando temos filhos e alunos tentamos fazê-los acreditar que aquilo que construímos enquanto conhecimento é o certo. E só depois dos meus trinta e poucos anos aprendi que tive professores maravilhosos. Seja na escola ou fora dela.
Minha mãe, por exemplo, foi uma excelente professora, não profissionalmente, mas na sua posição de dona de casa que cuida dos filhos. Além de me ensinar determinados comportamentos e valores, que é de praxe que a mãe ensine, foi ela quem me ensinou as primeiras letras. Desde os meus cinco anos de idade procurava brincadeiras que envolviam a busca de significados (o meu nome, o dela, do meu pai, do meu irmão e de outros entes queridos da família), a contação de histórias, o acesso aos gibis e até mesmo às fotonovelas, as quais ela adorava ler. Lembro-me como se fosse ontem como eu adorava criar hipóteses do que estava escrito e a minha mãe confirmava que em algumas situações eu estava certa.
Hoje, tenho três filhas e todas já sabem ler. A história se repetiu com elas, é claro que cada uma com o seu jeito. Procurei criar momentos em que a busca do conhecimento na escrita fosse um prazer. Deu certo, todas adoram buscar nas histórias momentos de diversão e entretenimento e sabem a importância de se buscar o conhecimento também. Não quis me limitar a esse serviço somente em casa, quis fazer fora dela, na escola. Escolhi como profissão o magistério. Percebo que com alguns anjinhos na sala de aula consegui o meu intento, com alguns não. Mas tenho esperança que aquele que não consegui perceber a realização do meu objetivo durante o período em estivemos juntos, eu tenha contagiado com uma picadinha, que em algum momento de sua vida se manifestará e talvez encontre prazer em pelo menos contar uma pequena história para os seus filhos.

Este material foi publicado em 2008 a partir de um projeto realizado pela professora da sala de informática, Cristiane, da EMEF Antonia Artur Begbie, onde leciono Língua Portuguesa.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Justificativa

Há muito tempo desejo compartilhar algumas experiências que vivi nesses 21 anos de magistério. Muitos anjinhos estiveram comigo durante esse tempo e muita coisa aprendemos juntos. Revivendo situações passadas, espera-se criar um espaço para o surgimento de novas ideias, outros momentos de aprendizagem.