domingo, 3 de janeiro de 2016

Liberdade, Amor, Ser Amiga, Ser Amigo




A minha história até o momento, na beira de completar 50 anos, e na convivência com um número considerável de jovens e algumas pessoas que tiveram o privilégio de chegar numa idade mais avançada, percebo que Liberdade e Amor são as metas principais de vida.

Não me atrevo em transcorrer nos significados das duas palavras, visto que a literatura extensa de autores renomados já o fizeram, como por exemplo Fernando Savater, relacionado à primeira palavra ou José Ângelo Gaiarsa, sobre a segunda. 

Mas posso dizer que  ansiamos a Liberdade de pequenas coisas como a roupa que se quer vestir, poder dormir a hora que quiser, comer o que der vontade, o desejo de sair com os amigos para onde e na hora que quiser, viajar, fazer uma tatuagem, ou, ainda, escolhas não tão simples, como profissional, política, religiosa, de gênero, casar ou ficar junto com alguém ou ficar sozinha ou sozinho, seguir ou lutar contra padrões ditos convencionais etc. 

E o Amor? Ah... o Amor... Tão almejado quanto à Liberdade e tão contraditório entre si quando na liberdade de escolha queremos namorar, casar e ser mãe ou pai. Como no conto de fadas, quando atingimos tal resultado chegamos na célebre frase:"E viveram felizes para sempre." 

Mas, em nome do Amor, a Liberdade tão querida é cerceada pelos excessos de cuidados, pela necessidade de proteção e por sentirmos no direito de cobrar do outro, ou da outra tal dedicação. Fato que nos torna responsáveis pela maneira como alimentamos esse Amor, seja pelo parceiro ou parceira ou pelos filhos e filhas.

Nesse momento, me reporto a duas frases que me emocionaram nas últimas horas de 2015, as quais se seguem. São elas: "Obrigada pelo carinho gratuito" (Lídia) e "Você me ensina muitas coisas com os posts que compartilha." (Dani). E uma outra frase publicada no facebook por um amigo daquele espaço: "Quem tem amigo, tem tudo!" (José Antonio Klaes Roig). Isto porque penso sobre como é importante ser mais amiga ou amigo das pessoas que fazem parte das nossas vidas, sem nada em troca. Contribuir com uma palavra sem intenção.

A responsabilidade de alguns títulos que nos determinamos nos coloca em situações de conflitos desnecessários, como se ver obrigado a ensinar coisas como se alimentar direito, não fazer manha ou tentar que os filhos ou filhas atinjam uma perfeição que nós mesmas ou mesmos não conseguimos.  Ter a sensação de que é necessário aconselhar e corrigir e, ao mesmo tempo achar que fala demais. E se não fala fica a sensação de estar sendo relapsa ou relapso. Oh dilema!!

Então, podemos concluir desejando ser amiga ou amigo das pessoas que amamos, mais do que qualquer outra coisa. Promessa de Ano Novo. Simples assim.

*Caso queira comentar sobre o texto de maneira mais fechada, mande um email, por favor.
solangegracasseno@gmail.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário